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sábado, maio 16, 2009

Xavier continua recuperação em casa


O repórter televisivo Edvan Xavier continua a sua recuperação em casa, cercado por familiares, após ter recebido alta médica do Hospital Regional do Sudeste do Pará esta semana - no dia 11, data do seu aniversário natalício. Ele inicia agora uma nova fase após ter sobrevivido a acidente com motocicleta no dia 19 de abril, o que lhe rendeu estado de coma na UTI do hospital.


Xavier está sob os cuidados da mãe Teresinha de Jesus Santos, da irmã Isabel Santos Oliveira e cercado pelos filhos Deleon, Taísa, Talia, Liz, Suzane, Isa. “A família está toda reunida aqui em torno dele e vamos continuar o tempo que for necessário. Não vai lhe faltar atenção”, garante a irmã deixando de lado o tom de melancolia e falando com entusiasmo.


A família esteve angustiada esta semana devido a necessidade de submeter Xavier a um exame de Eletroneuromiografia do seu cérebro, o qual só é feito por uma clínica particular de Marabá, no Medical Center, e não é coberto pelo SUS. O valor do exame particular é de R$ 500. Ontem mesmo a Isabel Oliveira comemorava ter conseguido a garantia do secretário de Saúde Nagilson Amoury de que o município assumirá a despesa. O exame está marcado para daqui a uma semana.


Já a mãe de Xavier explica que o filho tem orientação médica de repouso absoluto, está se movimentando com dificuldades, apresenta paralisia parcial do lado direito do corpo, mas está com ótimo raciocínio, apesar da dificuldade para falar, advinda do longo tempo que passou com tubos pela traquéia. A dieta dele também é controlada.


A situação de Edvan Xavier ainda é acompanhada pelos médicos, especialmente neurologista. A mãe dele afirma que ele reclama de fortes dores de cabeça. A família está com Xavier em uma casa alugada na Folha 16.

Enchente


Pará e Maranhão terão chuvas acima da média até final de maio



O Sistema de Proteção da Amazônia (Sipam) de Belém divulgou nesta sexta-feira, 15, o Boletim Técnico Hidrometeorológico para Amazônia Oriental. A previsão é que até o final de maio continue chovendo acima da média histórica no Pará e no Maranhão, com volumes diários superiores a 30 milímetros. No Pará, o boletim aponta para incidência de chuvas especialmente na região de Marabá (sudeste do Estado), de Santarém (oeste), Ilha de Marajó e Belém (nordeste) e em praticamente todo o litoral. No Maranhão, as regiões mais afetadas serão a centro-norte até próximo a Bacabal.
A previsão dos especialistas leva em conta os padrões oceânicos e podem mudar. Contudo, os efeitos de uma mudança ainda que abrupta demorarão algum tempo para alterar as condições atuais, que subsidiaram a previsão para as próximas duas semanas. O meteorologista do Sipam, Márcio Lopes, destacou que, em apenas um dia, choveu 200 milímetros em Altamira (PA), provocando a destruição de barragens feitas em rios secundários, resultando na inundação da cidade. Lopes acredita que o risco de alagamentos continuará em muitas regiões.
O documento consensual dos mecanismos dinâmicos responsáveis pelo comportamento das chuvas e enchentes na Amazônia Oriental (Pará, Maranhão, Tocantins e Amapá) foi elaborado em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente do Pará, Inmet, Sudam, Defesa Civil Estadual, CPRM, INPE e Ufpa, com o objetivo de compartilhar informações sobre os eventos extremos relacionados às enchentes em grande parte da Amazônia. O boletim técnico foi composto do diagnóstico das condições climáticas e prognóstico de chuva para as duas ultimas semanas de maio, em especial no Pará e Maranhão, onde o índice pluviométrico é mais elevado.
Marabá
Apesar da previsão de chuvas para a região, o nível das águas dos rios Tocantins/Itacaiúnas deve continuar vazando e irá regredir da marca dos 12 metros já neste domingo, segundo o Boletim de Vazões da Eletronorte. Até ontem a redução mantinha-se na faixa de 10 centímetros/dia. Ontem, dia 15, a lâmina d’água estava na cota dos 12,08 metros.
A percepção de que o nível da água está baixando tem deixado os flagelados da cheia eufóricos e alguns já até precipitam a volta para casa, mesmo contra a orientação das autoridades de Defesa Civil. Nesta sexta-feira um fotógrafo flagrou um grupo aparentemente descarregando móveis em uma casa de rua que ainda está alagada.

segunda-feira, abril 27, 2009

Manifestantes desocupam canteiro de obras de hidrelétrica

Manifestantes desocuparam o canteiro de obras das eclusas da hidrelétrica de Tucuruí, no Pará, após uma operação policial, na manhã deste domingo (26). O grupo tinha invadido o local e expulsado os operários na sexta-feira (24).
Por volta de 6h30, cerca de 100 policiais civis e militares retiraram os manifestantes do local. Segundo a PM, a ação não foi de reintegração de posse, mas de flagrante delito, porque a área é de preservação ambiental e de segurança nacional.
Integrantes do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), da Via Campesina, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MAB) e de associações de pescadores deixaram o local. Ninguém ficou ferido.
No total, 14 pessoas foram presas. Oito pessoas foram presas e encaminhadas para Belém. Outras seis pessoas foram detidas e levadas para a delegacia de Tucuruí. Após a desocupação, os manifestantes pretendiam organizar uma reunião para discutir as próximas ações.
O grupo reivindicava um acordo com a Eletronorte para beneficiar famílias que tiveram de sair de suas terras por causa da construção das barragens. Eles ainda pediam punição de envolvidos em assassinatos de sindicalistas na região. A assessoria de imprensa da Eletronorte informou que não existem indenizações em atraso.

segunda-feira, abril 20, 2009

Flu x Águia na Globo nesta quarta



O Águia de Marabá não só vive um momento único em sua história, partindo para enfrentar o Fluminense no Maracanã com a vantagem do empate, como terá pela primeira vez uma partida sua transmitida em canal aberto, na Rede Globo, para todo o País.
O jogo será nesta quarta-feira, dia 22, após a novela Caminho das Índias, às 21h50, conforme divulgava nesta segunda-feira chamada da emissora carioca.
Noticiário do Flu neste início de semana dava conta de que a equipe encara a partida contra o time marabaense como uma final de Copa do Mundo, pois uma eliminação da Copa do Brasil agora criaria uma crise no time de Carlos Alberto Parreira.
O primeiro jogo, em Belém, na semana passada, foi vencido pelo Águia pelo placar de 2x1 o que lhe dá a vantagem do empate no Rio de Janeiro.
Águia neles!

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Brasil consegue recuperar a patente da marca açaí


O açaí é, de novo, brasileiro. A frutinha típica da Amazônia estava desde 2003 registrada no Japão como marca de propriedade da empresa K.K. Eyela Corporation. No início do mês, o Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente informou que o registro da marca 'açaí' foi cancelado por ordem do Japan Patent Office, o escritório de registro de marcas do Japão. A decisão não é definitiva - cabe ainda um recurso da empresa, dentro de um prazo de 30 dias. Caso a empresa não reivindique a marca, o caso estará encerrado. 'Isso criou um problema moral e econômico para o País. Se algum produtor quisesse exportar açaí para o Japão, teria de inventar outro nome ou pagar royalties para a dona da marca', explica Eduardo Veléz, diretor de patrimônio genético do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Veléz, isso estava sendo usado 'de forma perversa' como barreira não tarifária.
O Ministério do Meio Ambiente credita a vitória aos esforços da embaixada brasileira no Japão, que vem desenvolvendo um trabalho envolvendo também outros dois ministérios - Relações Exteriores e Indústria e Comércio - para alertar os escritórios de registros de marca ao redor do mundo sobre o registro indevido de componentes da biodiversidade nacional. Entre as ações, o governo formulou uma extensa lista com três mil nomes científicos de plantas da biodiversidade brasileira, que, com as denominações populares, chega a cinco mil nomes, e distribui para escritórios de registro de marcas no mundo inteiro. 'É uma ação preventiva, que vai facilitar nossa defesa, caso apareça outro caso como este', diz Otávio Brandelli, chefe da divisão de Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores.
OPORTUNIDADE
Para os produtores de açaí, a decisão abre a possibilidade de se explorar um novo mercado, o Japão. O açaí brasileiro é bem aceito em mercados como os Estados Unidos e a Europa, mas ainda pouco conhecido dos japoneses. 'É nosso interesse fornecer para o mercado japonês', diz Jamyl Atroch, sócio da Andirá, empresa de Manaus que produz açaí e guaraná em pó. Exporta 60% da produção de açaí em pó para EUA, Irlanda, Inglaterra e Alemanha. Atroch vai aproveitar a oportunidade de participar da Foodex, feira internacional de produtos alimentícios que será realizada em março no Japão, para divulgar seus produtos e fazer contatos no País. 'O cancelamento do registro da marca açaí no Japão vai nos beneficiar.'
Thomas Mitschein, presidente do Poema, ONG que coordena o trabalho de produtores de açaí na Amazônia, acredita no potencial desse novo mercado. 'Estamos incentivando os produtores para manejarem bem seus açaizeiros, pois esperamos um aumento da produção.'
A ONG trabalha com a cooperativa de produtores de açaí de Igarapé-Miri, no Pará, considerada a capital nacional do açaí. A cooperativa reúne 253 famílias e produz dez toneladas/dia de açaí. Também faz o beneficiamento do produto, que segue para Austrália, Suíça, Inglaterra e EUA, além de abastecer o mercado interno. 'Era inaceitável essa apropriação ilegítima do açaí.' (AE)