sábado, abril 14, 2007

Massa diz que não vai dar espaço a Hamilton


Felipe Massa disse que não vai dar espaço para Lewis Hamilton, o Robinho da Fórmula 1, na largada do GP do Bahrein, neste domingo. No GP da Malásia, no último domingo, o brasileiro perdeu a primeira posição para a revelação da McLaren logo na segunda curva e errou ao tentar dar o troco. - Tenho que fazer uma boa largada e não dar espaço para o Hamilton. O último domingo não foi um bom dia para nós. A McLaren mostrou um ritmo de corrida incrível e não conseguimos mostrar nosso potencial porque estávamos sempre atrás de outros carros. Vamos mostrar um ritmo muito melhor aqui no Bahrein – diz Massa, em entrevista ao site da revista inglesa "Autosport".A Rede Globo transmite a corrida, no domingo, com narração de Cléber Machado, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagens de Carlos Gil.

Avião-helicóptero vai atacar no Iraque


O avião americano V-22 Osprey vai começar a ser usado no Iraque a partir de setembro, apesar da série de acidentes fatais nos quais esteve envolvido e dos vários problemas registrados durante seu desenvolvimento.


Graças ao design revolucionário com dois jogos de turbinas sobre as asas, o V-22 Osprey decola como um helicóptero e voa como um avião.


Cada ‘brinquedinho’ custa US$ 68 milhões (quase R$ 140 milhões). A longo prazo, o Osprey deve substituir os helicópteros CH-46, usados desde a guerra do Vietnã. O projeto de construção da aeronave, que começou a ser desenvolvido há 20 anos, passou por vários problemas e alguns acidentes, que causaram 30 mortes.


Como os aviões de asas fixas, o Osprey pode se elevar bem mais alto do que um helicóptero, fora do alcance da maior parte dos mísseis lançados do solo, "acima do perigo", e dispõe de uma série de sistemas detectores e de alertas, segundo informações do exército norte-americano.(Foto: Saul Loeb/AFP)

sábado, abril 07, 2007

Fumar narguilé, uma nova 'febre'


Onde há fumaça há... um narguilé. Tudo começou com uma novela. Bares temáticos abriram as portas. Restaurantes de culinária árabe aderiram. Os clientes começaram a fumar, trouxeram amigos, que levaram outros. E, no boca-a-boca o que era moda se tornou uma febre. O tradicional cachimbo de água ou narguilé usado há milênios nos países do sudeste Asiático e Oriente Médio (também conhecido como "hookah" ou shisha) agora é comprado para se ter em casa. Os novos modelos facilitaram a popularização do narguilé que vêm em caixas portáteis e fáceis de carregar. Isso porque, quem tem, leva o objeto para todos os lados: à casa de amigos, aos restaurantes, ao bar da esquina e até à padaria e à praia. Nas areias do litoral norte se tornou comum ver rodas de jovens banhistas reunidos sob o sol e em torno de baforadas aromatizadas de maçã, morango, hortelã, entre outros.NOVOS AROMAS - Com a introdução de sabores diferentes ao tabaco, o uso dos cachimbos de água cresceu drasticamente entre os jovens no Oriente Médio. E agora, está se tornando globalmente popular nos campus das universidades, entre outros locais que a galera costuma se reunir. O cachimbo de água é forma de socialização, uma vez que muitos amigos fumam o mesmo narguilé juntos. "É gostoso fumar com amigos. E faz bem menos mal do que o cigarro. Um dos males do cigarro pelo que sei é fumaça quente", diz Antonio Carlos de Macedo Junior, de 46 anos, que comprou o seu narguilé no Brás. Um estudo da Organização Mundial de Saúde publicado recentemente diz que os cachimbos de água são difundidos sob a ilusão de ser uma forma segura de se fumar. Hoje até os adolescentes embarcaram neste hábito oriental milenar. Júnior tem dois filhos, o mais velho, de 16 anos, já experimentou."Sempre tive um quê pela cultura árabe. Comecei gostando da dança, das festas que via de amigos, aí teve a novela, abriram os bares, hoje, fumo até em churrasco, dois ou três narguilés "Júnior leva o narguilé até para a praia. Durante o dia, ele e os amigos tomam uma cerveja, sentam sob o sol e fumam. "O narguilé combina com tudo. É um motivo a mais para reunir os amigos em roda e bater papo." Ele acredita no falso mito de que é um hábito que não vicia. BAFORADAS NO BAR - Quem não tem um também pode se divertir em bares como o Alibabar, uma casa na Vila Olímpia, zona sul, que cobra R$ 19,50 pelo aluguel do aparelho por uma hora (ou enquanto durarem dois carvões ). O representante comercial Sergio Antonio Pereira, de 34 anos, foi até lá, e deu as primeiras baforadas, por curiosidade. "Gostei tanto que me tornei habitué. Logo depois, pedi a um amigo que trouxesse um narguilé para mim do Líbano." O ex-fumante que consumiu três maços por dia durante 14 anos, diz que parou de fumar há 2 anos. Mas, e o narguilé? "Esse eu só acendo com os amigos. Não tem graça fumar sozinho." Não traga? "Trago como o cigarro, mas o narguilé não me dá dor de cabeça nem cheiro. Parei com o cigarro por causa do cheiro." Quando vai ao bar, ele leva seu narguilé, assim pode fumar sem limite de tempo - só usa o fumo de maçã. Pereira chegou a comprar mais dois narguilés, mas deu de presente para amigos. Para embalar as baforadas, Pereira também passou a ouvir músicas árabes. "Uma coisa leva à outra. Mas o narguilé virou praga", diz Pereira.A procura pelo cachimbo de água aumentou tanto que já é vendido em banca de jornal e no templo das quinquilharias, a Rua 25 de Março, sem nenhum traço de tradição oriental. São modelos chineses, que invadiram o mercado interno com preços competitivos, 30% mais baixos do que os modelos vindos do Líbano Síria e Egito, fabricantes de narguilés de primeira linha. Já existem também cópias nacionais, bem atraentes, feitas com vidros coloridos. NEGÓCIO DA CHINA - O importador Ali Hage, de 37 anos, diz que o narguilé virou um negócio lucrativo. Ele começou a importá-lo meio sem querer. "Sempre trazia um ou dois para amigos. Aí as encomendas aumentaram muito e resolvi fazer disso um negócio." Hage importa 5 mil por ano e a maioria de seus clientes (95%) não tem ascendência árabe. "O que tá pegando agora é o modelo chinês, mais em conta. Não tem tanta qualidade como beleza." Os narguilés de primeira linha são feitos de cristal tcheco e aço inoxidável. O cristal chinês não é tão limpo e, portanto, brilha bem menos. O preço dos narguilés importados varia de acordo com a origem e o tamanho. É possível encontrar modelos de R$ 100 a R$ 1.500. Mas Hage avisa: "Narguilé é como carro. Você sempre pode equipá-lo."

sábado, março 24, 2007

Festa popular marcará lançamento do selo do Estádio Olímpico


A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) promoverá uma grande festa popular neste domingo (25), a partir de 15 horas, no lançamento do selo do Estádio Olímpico do Pará. O selo faz parte da coleção especial do Departamento de Produtos e Filatelia dos Correios denominada de "Estádios de Futebol". Shows com bandas regionais, apresentações de esportes radicais e o clássico Remo e Paysandu vão regar a tarde de esporte do público paraense.
A homenagem dos Correios do Brasil ao Estádio Olímpico do Pará reúne outros três estádios brasileiros, casos do Pacaembu (SP), Maracanã (RJ) e Serra Dourada (GO). Em função de suas linhas arquitetônicas, que representam a riqueza, a beleza e a modernidade do cenário esportivo, o Mangueirão foi um dos privilegiados na edição especial dos Correios, entre tantos estádios do país.
A grande festa popular programada pela Seel tem o objetivo de mostrar que o Estádio Olímpico deve funcionar como uma importante ferramenta de lazer, inclusão social e de entretenimento à família paraense. A partir disso, oferecer alternativas para a diminuição da violência entre os torcedores por meio de vivências culturais.
Entre as atrações previstas para a tarde deste domingo, estão a banda RP2, que fará a recepção aos torcedores, a partir de 14 horas, além do show do cantor Elias Cadeth. Apresentações de skate, patins e dança de rua vão entreter o público no intervalo do jogo, num palco montado próximo ao placar eletrônico. Na saída do Mangueirão, Elias Cadeth comandará a dispersão das duas torcidas.
Histórico
Popularmente conhecido como Mangueirão, uma referência a Belém, conhecida nacionalmente como "Cidade das Mangueiras", o EOP é o resultado de um projeto que somou quase trinta anos, passando por várias etapas até a sua conclusão.
Nesta primeira fase, seu nome oficial foi Estádio Estadual "Alacid Nunes "em homenagem ao governador que idealizou seu projeto de construção. Na década de 90, o estádio passou a chamar-se "Edgar Proença", em homenagem ao jornalista e cronista esportivo que escrevia sobre as belezas do Pará. Na última fase de construção, o Governo do Pará instalou equipamentos modernos, como a pista de atletismo, placar e catracas eletrônicas, rampas de acesso, novas arquibancadas com assentos anatômicos, entre outras inovações, preparando-se para sua inauguração em 1º de maio de 2002.
Com capacidade de 45 mil pessoas e uma área construída de 65.500 metros quadrados, o Estádio Olímpico do Pará, seu nome oficial, é uma das mais belas obras da engenharia e arquitetura modernas,assinada pelo engenheiro civil e arquiteto Alcyr Meira, é o primeiro do Brasil a receber certificado da habilitação da pista de atletismo conferido pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

Aniversário de Marabá



Em comemoração aos 94 anos de emancipação político-administrativa do município de Marabá em 5 de abril, a Fundação Casa da Cultura organiza uma série de exposições com histórico e fotografias antigas e atuais de Marabá, a serem colocadas em pontos estratégicos da cidade.
As exposições históricas estarão na anti-sala do gabinete do prefeito, no Aeroporto e no Pátio Ferroviário. No coreto da Praça Duque de Caxias a partir do dia 5 de abril haverá exposições histórica, fotográfica e de lendas da região. As exposições históricas também ficarão disponíveis nas escolas que solicitarem. As escolas municipais “Josineide Tavares” e “Raimundo José de Souza”, no bairro Liberdade, são duas que já têm exposição confirmada sobre a história de Marabá.
MÚSICA NAS HOMENAGENS A MARABÁ
Na programação do aniversário de Marabá, em 5 de abril, o coral da Escola de Música “Moisés Araújo”, localizada na FCCM, homenageia o município em uma apresentação na Praça Duque de Caxias.
Na ocasião, apresentam-se também as bandas do Exército, da Polícia Militar e Shalom, grupos Yaguara e Mayrabá, Abadá Capoeira, projeto Dançando e Educando, do Cine Marrocos e haverá exposições de arte da Arma (Associação dos Artistas Plásticos de Marabá) e da FCCM.

Museu da Guerrilha do Araguaia entrará em sistema integrado


Uma parte importante da história do Brasil preservada no meio da floresta amazônica. O Museu Regional de História Natural da Destruição da Floresta Amazônica mantém-se como o único espaço no país dedicado ao registro de um dos maiores focos de resistência contra a ditadura militar: a Guerrilha do Araguaia. A iniciativa, isolada, foi contemplada pelo projeto de interiorização que a Secretaria de Estado de Cultura (Secult) está implementando para incorporar esses e outros museus espalhados pelo Pará ao Sistema Integrado de Museus e Memoriais (SIM).
O secretário de Cultura, Edilson Moura, diz que a situação do Museu da Guerrilha do Araguaia, como também é conhecido, não é isolada. Como ele, existe o Museu do Índio, em Santarém, no Oeste do Pará, e o do Marajó, em Cachoeira do Arari, que precisam de ajuda urgente. Moura informa que o projeto de interiorização de museus está entre as prioridades da Secult.
A secretaria está fazendo um levantamento das necessidades dos museus particulares que existem no Estado para estudar a melhor forma de ajudá-los. Uma das alternativas é incorporar esses museus ao SIM, para que o Estado passe a ter verba prevista em seu orçamento para a manutenção desses espaços.
Estão ligados ao SIM, hoje, apenas espaços museológicos localizados em Belém: o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, os museus de Arte Sacra, do Círio, do Estado do Pará (MEP) e da Imagem e do Som (MIS), o Museu do Forte do Presépio e o Museu de Gemas do Pará. Também compõem o SIM a Corveta-Museu Solimões (atualmente fechada para visitas devido à reforma do píer onde ela ficava atracada), o Memorial Amazônico das Navegações (no Parque Mangal das Garças) e o Memorial 'Arqueologia, Memória e Restauro' (na Estação das Docas).
HISTÓRIA
Fundado em dezembro de 1995, o Museu da Guerrilha é mantido pela Fundação Eduardo Lemos Porto, organização sem fins lucrativos criada pelo técnico em agropecuária homônimo. O museu tem cerca de 150 peças arqueológicas, ossadas e corpos embalsamados de 100 animais - incluindo uma jibóia de 180 quilos, com 56 ovos e 6,1 metros -, além de 31 utensílios domésticos e restos de munição que pertencerem a guerrilheiros.
Há também 98 documentos históricos e 63 fotografias. Consta do acervo um corpo humano fossilizado de uma mulher que, supõe-se, era guerrilheira.
O material começou a ser coletado em 1980, quando Eduardo Lemos trabalhava no Ministério da Agricultura, fiscalizando terrenos que eram preparados para o plantio do cacau na região amazônica. "Eu estava em Rondônia. Comecei a perceber que, depois de queimado o solo para o plantio e após a chuva, restos de animais e outros materiais, como espingardas e revólveres, ficavam expostos no chão. Fui pegando essas coisas e levando tudo para casa", conta, ressalvando que, inicialmente, ele não tinha a idéia de montar um museu.
"Isso aconteceu quando vi que tinha muito material, que poderia ter importância histórica. Eu apenas achava tudo aquilo bonito", completa ele. As primeiras peças foram coletadas no município de Arykames (RO). Ao chegar ao Pará, depois de se desmembrar do Ministério da Agricultura, para trabalhar em uma empresa privada no sudeste do Estado, foi morar numa casa espaçosa, em uma fazenda em São Geraldo do Araguaia, e teve, ali, a idéia de reunir o material num local para exposição.
As peças foram sendo arrumadas em prateleiras, na sala da casa. Eram ossadas, ferramentas feitas de pedra, dentre outros artigos. "Antes de ir morar nessa casa onde montei o museu, ficava hospedado na casa de agricultores da região. Ali, ouvia estórias variadas sobre a guerrilha. As pessoas me contavam onde ficavam as casas e barracos dos guerrilheiros. Fui a esses lugares e encontrei muitos objetos. Aquilo tudo me interessou muito e comecei a pesquisar sobre o movimento. Assim surgiu a idéia de criar um museu que contasse essa história", diz.
ABANDONO
Apesar do material valioso, o museu corre riscos de fechar. Seu único mantenedor, o técnico Eduardo Lemos, está desempregado. Depois de brigar na Justiça e graças ao Ministério Público, conseguiu que a prefeitura local pagasse as contas de água e luz do prédio, hoje pertencente ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). "Uma briga política fez com que a verba que a prefeitura tinha para o museu fosse cortada. O dinheiro havia sido até aprovado pela Câmara de Vereadores", revela Lemos.Ele diz que também foi obrigado pela prefeitura a retirar do museu os painéis que contavam a história do massacre de Eldorado dos Carajás, ocorrido em abril de 1996. Além disso, deixou de dar palestras nas escolas do município sobre a Guerrilha do Araguaia. "Estou passando fome, porque não tenho emprego e nem consigo arranjar um, já que comprei briga com o prefeito local. Faz três anos que não tenho uma renda fixa mensal", relata. "A prefeitura já quis tomar o prédio do museu, mas não conseguiu, graças ao Ministério Público", reitera. (CCS)

sexta-feira, março 02, 2007

Municípios em Situação de Emergência



Seis municípios em situação de emergência ou alerta no Pará. Mosqueiro, Parauapebas, Marabá e Altamira fazem parte da lista de localidades em Estado de Alerta.


Em Parauapebas a enxurrada afetou a zona urbana do município (Igarapé da Ilha do Coco e Tamarindo), desabrigando 20 famílias que estão alojadas no Ginásio da Rua Santa Maria, bairro da Paz.


Marabá é o município mais afetado até agora com 3 mil pessoas desabrigadas pela enchente do rio Tocantins. Dessas, 62 famílias estão alojadas no Clube de Mães e 90 na Feirinha. A decretação de Emergência pela Prefeitura Municipal se deu na quinta-feira (1º) e é parcial, envolvendo apenas bairros já atingidos.


* Foto- Alheias aos perigos da cheia, crianças brincam saltando de um mirante na orla do rio Tocantins

Previsão de recuo do rio Tocantins


Depois de alcançar a marca de 12 metros na última semana, o nível do rio Tocantins em Marabá começou a recuar e deve chegar a 11,50 metros na segunda-feira (5). Apesar disso, as autoridades da Defesa Civil não orientam que os flagelados voltem de imediato às suas casas, devido ao risco de repique. A previsão dos institutos de meteorologia é de que o mês de março tenha a mesma intensidade de chuvas do mês de fevereiro no Pará.

sexta-feira, fevereiro 23, 2007

Clandestinidade no fornecimento de carvão é denunciada em rede nacional


O Jornal da Globo de ontem (22) foi aberto com uma denúncia em rede nacional de TV envolvendo o fornecimento de carvão para siderúrgicas do DIM (Distrito Industrial de Marabá). De acordo com a reportagem produzida pela TV Liberal, o Ministério Público está investigando esquema montado por carvoeiros ilegais para driblar a fiscalização nas estradas do Pará, através de pagamento de propina a Policiais Militares e fiscais. Além de entrevistar os promotores criminais José Edvaldo Sales e Júlio César Costa, os repórteres expuseram uma série de situações já amplamente divulgadas pela Imprensa regional, inclusive pelo CORREIO DO TOCANTINS, como a falta de uma estrutura da Sectam (Secretaria Estadual de Meio ambiente) em Marabá.
O Ministério Público divulgou imagens gravadas em outubro de 2006, em que caminhoneiros transportando carvão param em barreiras da PM e cumprimentam policiais militares com um aperto de mão. Na versão dos promotores, no ato o que se vê na verdade é a efetivação do suborno com a entrega do dinheiro ao “agente da lei”.
“Existe um certo acordo, ou conivência, entre os caminhoneiros e os policiais para que esse carvão irregular passe sem que seja apreendido”, denuncia o promotor criminal José Edvaldo. O valor médio desse “agrado ao PM” gira em torno de R$ 50, segundo o outro promotor, Júlio César.
O Comando da PM em Belém, através do Cel. José Osmar Rocha Neto, chefe do Estado Maior, por sua vez, garantiu que os policiais envolvidos foram afastados e responderão a processo administrativo, podendo inclusive serem expulsos da corporação, caso algo fique provado contra eles.
Sem fiscalização
Também é denunciada a precariedade da fiscalização nesta região do Estado. A TV Globo mostrou imagens de nove picapes paradas na Gerência Executiva do Ibama em Marabá, situação existente, segundo o próprio gerente regional Edivaldo Pereira da Silva admitiu, por falta de dinheiro para consertar os veículos e até para comprar combustível. “Falta tudo. O governo não tem combustível, não tem dinheiro pra despesa. Não tem nada”, confirma Edivaldo.
A última grande fiscalização em siderúrgicas de Marabá, como forma a pressionar as mesmas a só adquirirem carvão com origem comprovada, foi em abril do ano passado. Já as indústrias mantém o discurso de que só utilizam matéria prima legal. “Isso é o resíduo de uma árvore que veio da floresta amazônica devidamente aprovado pelas leis ambientais brasileiras”, defendeu
Afonso de Oliveira presidente do Sindiferpa (Sindicato das Industrias de Ferro-Gusa do Estado do Pará).
Segundo o Ibama, as siderúrgicas utilizam 100 mil caminhões de carvão por ano e pelo menos a metade seria ilegal. O gerente regional do Ibama afirmou que os fiscais só voltam a atuar quando chegar dinheiro do governo federal para realizar as operações. “É bom vocês divulgarem para que Brasília mande recurso aqui, pra gente trabalhar”, disse Edivaldo.
O presidente do Ibama, Marcus Barros, respondeu que o Pará foi o Estado que mais recebeu dinheiro no ano passado: R$ 6 milhões, e que há fiscalização efetiva.Por outro lado, consultado sobre a parte da fiscalização que cabe ao governo do Estado, o secretário Executivo de Meio Ambiente, Valmir Gabriel Ortega, admitiu que não há estrutura de fiscalização e controle, mas garantiu que o novo governo já está providenciando isso. (Patrick Roberto)

Brasil consegue recuperar a patente da marca açaí


O açaí é, de novo, brasileiro. A frutinha típica da Amazônia estava desde 2003 registrada no Japão como marca de propriedade da empresa K.K. Eyela Corporation. No início do mês, o Departamento de Patrimônio Genético do Ministério do Meio Ambiente informou que o registro da marca 'açaí' foi cancelado por ordem do Japan Patent Office, o escritório de registro de marcas do Japão. A decisão não é definitiva - cabe ainda um recurso da empresa, dentro de um prazo de 30 dias. Caso a empresa não reivindique a marca, o caso estará encerrado. 'Isso criou um problema moral e econômico para o País. Se algum produtor quisesse exportar açaí para o Japão, teria de inventar outro nome ou pagar royalties para a dona da marca', explica Eduardo Veléz, diretor de patrimônio genético do Ministério do Meio Ambiente. Segundo Veléz, isso estava sendo usado 'de forma perversa' como barreira não tarifária.
O Ministério do Meio Ambiente credita a vitória aos esforços da embaixada brasileira no Japão, que vem desenvolvendo um trabalho envolvendo também outros dois ministérios - Relações Exteriores e Indústria e Comércio - para alertar os escritórios de registros de marca ao redor do mundo sobre o registro indevido de componentes da biodiversidade nacional. Entre as ações, o governo formulou uma extensa lista com três mil nomes científicos de plantas da biodiversidade brasileira, que, com as denominações populares, chega a cinco mil nomes, e distribui para escritórios de registro de marcas no mundo inteiro. 'É uma ação preventiva, que vai facilitar nossa defesa, caso apareça outro caso como este', diz Otávio Brandelli, chefe da divisão de Propriedade Intelectual do Ministério das Relações Exteriores.
OPORTUNIDADE
Para os produtores de açaí, a decisão abre a possibilidade de se explorar um novo mercado, o Japão. O açaí brasileiro é bem aceito em mercados como os Estados Unidos e a Europa, mas ainda pouco conhecido dos japoneses. 'É nosso interesse fornecer para o mercado japonês', diz Jamyl Atroch, sócio da Andirá, empresa de Manaus que produz açaí e guaraná em pó. Exporta 60% da produção de açaí em pó para EUA, Irlanda, Inglaterra e Alemanha. Atroch vai aproveitar a oportunidade de participar da Foodex, feira internacional de produtos alimentícios que será realizada em março no Japão, para divulgar seus produtos e fazer contatos no País. 'O cancelamento do registro da marca açaí no Japão vai nos beneficiar.'
Thomas Mitschein, presidente do Poema, ONG que coordena o trabalho de produtores de açaí na Amazônia, acredita no potencial desse novo mercado. 'Estamos incentivando os produtores para manejarem bem seus açaizeiros, pois esperamos um aumento da produção.'
A ONG trabalha com a cooperativa de produtores de açaí de Igarapé-Miri, no Pará, considerada a capital nacional do açaí. A cooperativa reúne 253 famílias e produz dez toneladas/dia de açaí. Também faz o beneficiamento do produto, que segue para Austrália, Suíça, Inglaterra e EUA, além de abastecer o mercado interno. 'Era inaceitável essa apropriação ilegítima do açaí.' (AE)

sábado, fevereiro 03, 2007

Windows Vista pode inundar países asiáticos de lixo eletrônico

O grupo ambientalista Greenpeace alertou neste sábado (3) para a possibilidade de que o lançamento do novo sistema operacional da Microsoft, o Vista, cause uma inundação de lixo eletrônico nos países em desenvolvimento.
Segundo o Greenpeace, muitas empresas e famílias sentirão a necessidade de atualizar seus computadores muito antes do que previam, e o mundo não estará, infelizmente, preparado para o e-lixo em massa provocado pelos upgrades. O comunicado divulgado em Manila prevê o acúmulo de grandes quantidades de computadores defasados em áreas sujas de reciclagem nas Filipinas, Tailândia e outras nações da Ásia, onde fica a maioria dos depósitos de e-lixo do mundo. "As políticas ambientais atuais das companhias de informática não são suficientes para as crescentes montanhas de lixo eletrônico tóxico, derivadas de componentes de computadores", denuncia a nota. O Greenpeace acrescenta que a Microsoft deveria ter levado em conta essas conseqüências e preparado medidas para reduzir o problema da obsolescência. "A inovação não deveria se traduzir num aumento da poluição", opina.
Segundo um estudo da SoftChoice Corporation citado pelo Greenpeace, 50% dos computadores pessoais nos países em desenvolvimento não são capazes de usar o Vista. O número aumenta para 94% no caso da versão Premium do sistema.

sexta-feira, janeiro 05, 2007

Recorde de mortes de jornalistas em 2006


A Federação Internacional dos Jornalistas declarou que 2006 foi um ano trágico para repórteres e profissionais da área de jornalismo. O número de mortes de jornalistas no exercício da profissão alcançou níveis históricos, com pelo menos 155 assasinatos. Segundo Aidan White, Secretário Geral da FIJ, "a mídia tornou-se mais poderosa e o jornalismo mais perigoso".O conflito no Iraque contribuiu para o aumento desse número. No meio do ano, cerca de 68 equipes de diferentes meios de comunicação foram mortas, totalizando 170 mortes de profissionais da área de comunicação no país desde o início do conflito em abril de 2003.

Em outras partes do mundo, a violência também continua. Na América Latina, principalmente no México, Colômbia e Venezuela, foram contabilizadas 37 equipes de meios de comunicação assassinadas. Já na Ásia foram 34 mortes de jornalistas por ocasião dos ataques nas Filipinas e no Sri Lanka.

O único sinal positivo veio nos últimos dias do ano quando, pela primeira vez, as Nações Unidas emitiram um estatuto condenando a impunidade dos assassinos de jornalistas e profissionais da área de comunicação. Em uma resolução do dia 23 de dezembro, o Conselho de Segurança da ONU, por unanimidade, destacou que os governos devem estar atentos às leis internacionais e devem ajudar na proteção de civis em conflitos armados. O Conselho destacou ainda que serão preparados relatórios anuais apontando os riscos enfrentados pelos meios de comunicação e suas equipes.
Os números oficiais da FIJ são 155 assassinatos, não incluindo as 22 mortes acidentais de jornalistas no exercício da profissão.

A FIJ vai divulgar um relatório detalhado "Jornalismo posto à espada", que será publicado em meados de janeiro. Este relatório também cobre o trabalho do Fundo de Segurança da FIJ, que fornece ajuda humanitária às vitimas de violência e suas famílias. O foco maior está no Iraque onde a FIJ promove uma campanha vigorosa contra a impunidade da matança dos jornalistas.

segunda-feira, dezembro 18, 2006

Morre pai do Scooby Doo, Flintstones e Jetsons


Aos 95 anos, Joseph Barbera, co-fundador da empresa de desenhos animados Hanna-Barbera, morreu nesta segunda-feira (18), de causas naturais, em sua casa em Los Angeles, ao lado de sua mulher Sheila, informou o estúdio Warner Bros., sem fornecer mais detalhes.

Ele foi um dos criadores de personagens dos desenhos animados, como Tom e Jerry, Scooby Doo, os Flintstones, os Jetsons, Jonny Quest, Dom Pixote e Zé Colméia, Piu-piu e Frajola entre outros.

Barbera fundou a Hanna-Barbera com William Hanna em 1957. A empresa cresceu e se tornou uma das marcas mais famosas de Hollywood no ramo da animação.

Hanna morreu em março de 2001, aos 90 anos. Entre 1943 e 1952, a dupla ganhou sete Oscar. A série "Os Flintstones" foi um grande sucesso de audiência nos EUA. Entrou no ar em 1960. Foi a primeira série de animação a ocupar o horário nobre. Segundo a Warner Bros., atualmente é exibida em mais de 80 países.

Antes de se dedicar exclusivamente aos desenhos, trabalhou em um banco, chegou a ficar desempregado e passar dificuldades financeiras, antes de se tornar uma lenda da animação. Barbera nasceu em Nova York no dia 24 de março de 1911. Ele tinha três filhos (Jayne, Neal e Lynn). (Folha de São Paulo)

- Na foto: Hanna e Barbera

terça-feira, dezembro 12, 2006

Câmaras da região elegem os seus novos presidentes

As câmaras municipais de Palestina do Pará, São Domingos do Araguaia e Brejo Grande já elegeram suas novas diretorias para o próximo biênio em sessões realizadas na última semana. Destaque para São Domingos, onde tomou o poder no Legislativo a oposição ao prefeito Chico Braga. Já em São Geraldo, a secretária de Educação foi exonerada do cargo pelo prefeito para voltar a ocupar cadeira de vereadora reforçando a bancada governista durante a corrida pelo poder na Câmara.
Em Palestina do Pará, o prefeito Valciney Ferreira Gomes (PFL) não teve dificuldades para emplacar o seu favorito na presidência da Câmara, uma vez que a outra chapa que se apresentava até o dia da eleição, encabeçada pelo Professor Valdemar (PTB), desistiu momentos antes. Com isso, a nova composição da mesa tem: presidente - José Araújo, o Zezinho da Balsa (PCdoB); 1º secretário - Geneir Barbosa (PMDB) e 2º secretário – Domingos Saraiva (PFL).
A eleição aconteceu na sede própria da Câmara Municipal de Palestina, na quinta-feira (7) e por aclamação. Já o presidente que deixa o cargo neste final de ano, o vereador Oltair Pereira (PSB), apesar de bastante elogiado por deixar as contas em dia e implementar modernização com máquina de xérox e computadores surpreendeu ao confessar que não sentirá falta do cargo.
Pacto
Em São Domingos do Araguaia foi necessário um pacto entre os vereadores de oposição para fazer uma mesa diretora “independente”. Para resistir a “pressão” (provavelmente do gabinete do Executivo), cinco vereadores – incluindo os três candidatos da chapa – passaram a noite em claro, reunidos na praia da Jurema, no vizinho município de São João, para que o grupo não fosse desfeito.
Na sexta-feira (8) pela manhã eles se dirigiram juntos para o plenário e conseguiram eleger: presidente - Nivaldo Setúbal (PMDB); 1º secretário - Francisco Lima, o Tiririca (PSDB) e 2º secretário - Alair Tadeu (PTB). Pelo placar de seis votos a três, contra a chapa apoiada pelo prefeito Chico Braga e que tinha: Eudério Macedo (PT); Idelfonso da Silva (PSC) e Alacid Gomes Lima (PMDB).
Foi o próprio Nivaldo, em discurso de agradecimento, quem revelou, sem citar nomes, que a pressão foi grande para que desistisse de concorrer. Ele também agradeceu ao deputado federal Asdrúbal Bentes pelo incentivo e apoio na estratégia de disputa. Outro que surpreendeu no seu discurso foi Alacid, componente da chapa derrotada, mas que confessou ter votado em Nivaldo.
Destaque para o grande número de pessoas presentes em plenário no dia da votação em pleno dia útil. O futuro presidente tem entre os seus desafios o de emplacar a construção do prédio sede do Legislativo, para o qual já há inclusive convênio financeiro do município com o governo do Estado, mas a obra nunca foi concluída.
Estratégia
Em Brejo Grande do Araguaia também houve estratégia do gabinete da Prefeitura Municipal, segundo os vereadores, para conseguir fazer a presidência do Legislativo entre os aliados do atual gestor. A manobra se deu com a exoneração na última hora de Ana Paula Guedes (PFL) da Secretaria de Educação para que ela voltasse para a Câmara como vereadora e fosse candidata a 2ª secretária na chapa de Cícero Cosmo (PSDB). A estratégia deu certo e eles ganharam por cinco votos a quatro. O 1º secretário será Chiquim Neto (PSDB).
O mais interessante é que Ana Paula, recém guindada ao cargo de secretária municipal, passou poucas semanas à frente do cargo antes de receber essa nova missão do prefeito José Antônio Ferreira.
A chapa de oposição em Brejo Grande era formada por: Ivan Marques (PMDB), Vicente Pedro da Silva (PTB) e Sidenil Nunes da Silva (PL), todos em 3º mandato. Cícero já foi presidente da Câmara entre 2003 e 2004, tendo renunciado nesse último ano.
Reeleição
Em São João do Araguaia o presidente da Câmara será conhecido no dia 15 de dezembro, mas o atual presidente, Roberto Dutra (PT), demonstra interesse na reeleição, mesmo sem contar com o apoio do prefeito Marisvaldo Campos (PDT). Até ontem não havia chapas formadas, uma vez que muitos dos edis se diziam interessados na disputa pela presidência. Isa Labres e Marcelo Rocha, opositores declarados de Marisvaldo, costuram chapa independente.
Abel Figueiredo e Bom Jesus do Tocantins também devem deixar as suas eleições da mesa para o último dia de trabalho do ano, o dia 15. Nesses municípios a expectativa
A Câmara Municipal de Itupiranga já havia realizado a eleição da mesa no dia 15 de novembro, quando foi reeleito o atual presidente Wanderil de Jesus Ribeiro (PDT) para o biênio 2007-2008. Leidinha, no entanto, abriu mão da 1ª secretaria para o seu colega Ivan Maracaipe, enquanto Adelino Filho, o Daíno, permanece como 2º secretário. Informações sobre a disputa para a presidência da Câmara de Marabá, o leitor acompanha na página 1 do primeiro caderno, nesta edição.

quarta-feira, dezembro 06, 2006

Biografia de Walt Disney é triunfo literário

LOS ANGELES (Hollywood Reporter) - A arte imita a vida e a vida imita a arte -- e às vezes é difícil dizer qual é qual.
Tome-se o caso da cidadezinha de Marceline, em Montana -- um lugar tão idílico, tão ordeiro, tão quintessencialmente americano que pareceria impossível aperfeiçoá-lo. A cidade começou a decair com a chegada do automóvel e das multidões, mas conserva um eterno lugar de honra nas memórias de várias gerações de americanos.

A pessoa que a colocou ali, que se recordou de Marceline como o melhor dos lugares possíveis, foi Walter Elias Disney, que morou na cidade durante alguns anos, quando era criança, na virada do século 20. Não importa que seu pai tenha falido em Marceline, obrigando a família a mudar-se para a cidade grande. Disney pegou o paraíso e, como era sua característica, o aperfeiçoou, transformando sua visão em Main Street, USA, um lugar perfeito no mundo perfeito da Disneylândia.

Disney morreu há 40 anos. Desde sua morte, historiadores e estudiosos da cultura pop não pararam de discuti-lo. Alguns acreditam que ele fosse um personagem tão sombrio quanto os feiticeiros e as bruxas que criou.

Neal Gabler, autor do indispensável "An Empire of Their Own: How the Jews Invented Hollywood" (Um império próprio: como os judeus inventaram Hollywood), além de outros livros de história cultural e do cinema, ganhou acesso irrestrito ao imenso arquivo Disney, sob a única condição de que escrevesse um livro sério.

E isso ele certamente fez em "Walt Disney: The Triumph of the American Imagination" (Walt Disney: o triunfo da imaginação americana). Gabler diz muita coisa que poderia ter deixado Disney incomodado, mas ele também o exonera de acusações de longa data, a mais grave das quais é a de anti-semitismo. Ele diz que Disney não era anti-semita e explica como essas acusações surgiram.

Disney percorreu um caminho longo entre residente de Marceline e ícone cultural, e Gabler relata esse caminho meticulosamente nas páginas de seu livro muito longo, mas sempre interessante. Movido por uma família estranha e infeliz -- o que sempre constitui motivação para as pessoas darem certo em alguma coisa e depois se afastarem da família --, Disney fundou uma firma de anúncios publicitários com desenhos animados, depois uma sociedade com um sujeito de nome esdrúxulo, Ub Iwerks (formalmente Ubbe Iwwerks) para criar animações.

O novo estúdio não demorou a ser visto como um dos melhores em seu campo, mas, graças aos gastos feitos livremente por Disney, vivia à beira da falência. E assim continuava quando o estúdio foi transferido para Hollywood.

Após uma negociação dolorosa que quase lhe custou sua companhia, Disney juntou idéias de muitas fontes e criou o ratinho Mickey, que agradava por ser facilmente reconhecível e fácil de desenhar.

O mercado aceitou Mickey, e o estúdio Disney deslanchou, criando uma sucessão de desenhos animados brilhantes que emocionaram o público da época da Grande Depressão: "Os Três Porquinhos", "Branca de Neve e os Sete Anões", "Bambi" e "Pinóquio". O dinheiro não parava de entrar, mas, como observa Gabler, "Disney não era grande empresário. Ele só dava valor ao dinheiro como meio para alcançar um fim".

Mas ele conservava o estúdio sob controle rígido sob outros aspectos, e a figura simpática que mostrou durante todos aqueles anos em "The Wonderful World of Disney" não era a mesma que seus funcionários viam.

Bastaria seu perfeccionismo -- "Branca de Neve" foi um exercício de obsessão que se arrastou por anos -- para causar atritos, e, quando a carga horária longa e os salários baixos levaram seus artistas a entrar em greve, Disney se transformou. Antes apolítico, ele se convenceu de que "o inimigo era o comunismo... que entrara em Hollywood escondido, como um cavalo de Tróia, para promover valores nocivos à democracia" e destruir tudo pelo qual ele, Disney, trabalhara.

Seus aliados na nova luta pelos valores familiares, que nunca mais terminou, incluíram um misto esdrúxulo de tipos de extrema direita. Alguns deles eram anti-semitas. Foi assim que Disney acabou sendo acusado de anti-semitismo. E é por isso que a simples menção ao nome Walt Disney é capaz de reacender controvérsias de décadas atrás, até hoje.

A genialidade do célebre artista e cineasta nunca esteve em dúvida, diz Gabler. Disney criou filmes transformadores que perduram, que a maioria de nós carrega em algum lugar de sua memória, mas que nem sempre produziram resultados felizes em outros aspectos da vida. "Walt Disney" é um livro notável, mas que sem dúvida não traz a última palavra sobre seu tema. Entretanto, é a mais essencial e a mais fundamentada ouvida até agora. [Reuters]

quinta-feira, novembro 09, 2006

Orkut ganha ferramenta de VoIP com Google Talk


O site de relacionamentos Orkut ganhou uma nova funcionalidade nesta semana com a integração da ferramenta Google Talk, de conferências de voz pela Web, a popular tecnologia VoIP.

A idéia é que usuários do Orkut possam conversar uns com os outros por meio de telefonemas via Web ou mensagens instantâneas.

Para que haja o intercâmbio de mensagens, no entanto, é preciso que os usuários tenham o programa Google Talk, que pode ser baixado gratuitamente. O aplicativo permite ainda que pessoas saibam se seus amigos estão online, a exemplo do que acontece com outros programas de VoIP ou mensagens instantâneas.

Para ativar a integração de sua conta no Orkut com o Google Talk, acesse o link Configurações a partir de seu perfil no site de relacionamentos e selecione ative o Google Talk. Depois, será preciso selecionar os usuários que o internauta quer adicionar à sua lista de contatos do Google Talk. Também é possível habilitar a opção para todos os contatos da pessoa no Orkut. (Fonte: Vida Digital/Estadão)

sábado, novembro 04, 2006

Noé von Atzingen estréia exposição fotográfica


Foi aberta no dia 3 de novembro pela Pinacoteca "Pedro Morbach" a exposição fotográfica Palimpsestos que vai até dia 30 no salão de exposição da Fundação Casa da Cultura de Marabá. A visitação pública ocorre diariamente das 8 às 18 horas. Aliás, a Casa da Cultura de Marabá emplaca este mês 22 anos de existência. Destaque para o importante trabalho do professor Noé Von Atzingen e toda a sua aguerrida equipe.

MST espera de Lula "verdadeira reforma agrária"

O primeiro governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não fez as "mudanças profundas" que o país precisa, na avaliação de Marina dos Santos, coordenadora do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). "Mas, ainda assim, Lula representa simbolicamente os anseios populares e a possibilidade maior do povo participar dos rumos do governo", afirma a coordenadora.

Essa identidade levou o MST a ser um dos movimentos sociais que apresentou apoio e reivindicações para a reeleição de Lula. No entanto, segundo Marina dos Santos, a vitória eleitoral não deve fazer com que os movimentos sociais esqueçam os "erros" dos quatro primeiros anos de governo. "Vamos continuar organizando a população para ocupar terras improdutivas e pressionando o governo a fazer uma verdadeira reforma agrária no país."

O MST considera baixos o número de famílias assentadas durante o governo Lula e pede que seja retomada a meta da versão original do Plano Nacional de Reforma Agrária. O plano previa o assentamento de 1 milhão de famílias em quatro anos. "A começar pelas 200 mil famílias que estão acampadas em ocupações de terra", diz a coordenadora do MST.

Outras mudanças no processo de reforma agrária estão na pauta do MST. Marina dos Santos considera que o presidente tem uma "dívida" com o movimento por conta de promessas feitas no primeiro mandato. Uma dessas promessas é a revisão dos índices de produtividade, que medem se uma terra é produtiva ou não.

Os atuais números foram estabelecidos em 1980 a partir de dados estatísticos de 1975. Com a atualização dos índices, a expectativa é de que propriedades rurais consideradas atualmente produtivas possam ser desapropriadas para a reforma agrária.

O MST também reivindica a criação de uma linha de crédito específica para o assentado. Atualmente, ele tem de recorrer ao Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

De acordo com o movimento, o agricultor recém-assentado tem necessidades diferentes dos outros produtores familiares por não ter ainda realizado nenhum plantio nem construção em seu terreno. Por isso, precisaria de um crédito inicial para investimento.

Além da pauta da reforma agrária, o MST pretende pressionar o governo Lula por mudanças em outras áreas, principalmente a econômica. Para isso, planeja "fortalecer alianças com outras organizações sociais". "A bandeira que nos une é a da mudança do modelo econômico, rompendo de vez com o que foi herdado do governo de Fernando Henrique Cardoso, baixando mais os juros e diminuindo o ajuste fiscal", explica a coordenadora do MST.

Para conseguir tais mudanças, o movimento considera que encontrará um cenário político diferente no segundo mandato de Lula. Ainda não seria possível saber qual peso os grandes produtores do agronegócio terão no próximo governo.

No entanto, Marina dos Santos considera simbólico o apoio a Lula do governador reeleito do Mato Grosso, Blairo Maggi (PPS), maior produtor de soja do país. Ainda assim, ela avalia que os ruralistas perderam poder no Congresso Nacional e também nos governos estaduais, com a derrota de oligarquias tradicionais na Bahia, Ceará e Maranhão. (A.Br.)

Valor de impostos poderá vir na embalagem do produto

O Projeto de Lei 7242/06, do deputado Raimundo Santos (PL-PA), exige que o valor dos impostos pagos pelo consumidor na compra de um produto ou no pagamento de um serviço sejam discriminados nas embalagens e nos boletos de cobrança bancária. Os valores dos impostos deverão ser descritos de forma detalhada pelas indústrias de bens de consumo - setores alimentícios, perfumaria, farmacêuticos, entre outros - e empresas prestadoras de serviços de energia elétrica e telecomunicações.
Raimundo Santos afirma que o consumidor brasileiro é pouco informado sobre a tributação dos produtos. "É notório que os produtos colocados no mercado para comercialização têm uma das maiores cargas tributárias do mundo", considera.
O deputado informa que sua preocupação é fazer com que o consumidor conheça esse valor. "A maioria não tem idéia de que, por exemplo, sobre os itens de higiene e limpeza, a média de tributos embutidos no preço final é de 40%."
Caso o projeto seja aprovado e as empresas não cumpram a nova determinação, o texto prevê multa de 50% do valor do produto ou serviço.

Tramitação
O projeto foi apensado ao PL 3488/97, que inclui entre os direitos do consumidor a obrigatoriedade de se informar a composição dos custos básicos dos produtos e serviços. Os projetos tramitam em regime de prioridade e serão analisados pelo Plenário da Câmara. (Fonte: AG. Câmara)

Eleição de governadores e vices deve mudar bancadas no Senado


As eleições deste ano vão mudar as bancadas do Senado a partir de 1º de janeiro de 2007. Pelo menos três senadores que têm mandato até 2011 vão deixar os cargos no Legislativo para ocupar o governo dos seus estados. São eles: Ana Júlia Carepa (PT), eleita no Pará; Sérgio Cabral (PMDB), eleito no Rio de Janeiro e Teotônio Vilela Filho (PSDB), eleito em Alagoas.

Outros dois senadores podem deixar o Senado para assumir o cargo de vice-governador, como é o caso de Leonel Pavan (PSDB), em Santa Catarina, e Paulo Octávio (PFL), no Distrito Federal. O presidente do PSDB, Tasso Jereissati, disse que Pavan não deverá deixar o Senado e assumir o cargo para qual foi eleito no estado. Já Paulo Octávio anunciou que deixará o Senado para se dedicar ao Distrito Federal.

Se Pavan fizer o mesmo, o PSDB perderá uma das 13 cadeiras que possui no Senado porque o suplente, Neudo de Couto é do PMDB. O PSOL, que perderá a sua única representante, Heloísa Helena (AL), em fim de mandato, terá a partir do ano que vem um novo senador. José Nery (PA) ocupará a vaga deixada por Ana Júlia.

As saídas de Cabral e Teotônio Vilela não alteram as bancadas dos partidos, pois eles serão substituídos por suplentes da mesma sigla. Ocupará a vaga deixada pelo governador eleito no Rio de Janeiro, Regis Fichtner. João Tenório ficará com a cadeira de Teotônio Vilela.