sexta-feira, julho 20, 2007

ACM integra lista dos homens públicos que fizeram história no Brasil


Um dos maiores políticos brasileiros a partir da segunda metade do século 20, Antonio Carlos Magalhães figura, na lista dos homens públicos que fizeram história no Brasil, ao lado de nomes como Luiz Viana Filho, Juracy Magalhães, João Mangabeira, Ulysses Guimarães, Miguel Arraes, José Sarney, Tancredo Neves, Thales Ramalho e Leonel Brizola. Foi talvez, depois de Rui Barbosa, o maior político baiano de todos os tempos.
Polêmico, colecionador tanto de amigos quanto de inimigos, soube encarnar como poucos a cultura baiana. Criticado por todos os lados, transitou com facilidade da amizade com o compositor Caetano Veloso, passando por uma afável convivência com o comunista Fernando Santana (ex-deputado federal), até o exclusivo respeito dos maiores líderes do candomblé baiano. Nenhum outro homem público soube, como ele, encarnar o sincretismo religioso da Bahia.
Apesar de destacar-se desde os tempos de estudante, fortaleceu-se politicamente durante o regime militar brasileiro. Foi durante esse período que exerceu mais poder, sabendo depois adequar-se a fim de transitar preservando seu prestígio na democracia. Sua primeira morte, como ele mesmo dizia, aconteceu em 1998, quando enterrou o filho Luís Eduardo Magalhães, a quem desejava ver no Palácio do Planalto.
Nomeado em 1975, por Ernesto Geisel, presidente da Eletrobrás, conduziu nessa empresa a meta de suprir a carência de eletrificação rural do país. Iniciou a hidrelétrica de Itaparica no Rio São Francisco e tornou possível a execução do primeiro complexo petroquímico planejado do país, no município de Camaçari, a 50 quilômetros de Salvador, hoje com mais de 60 empresas químicas e petroquímicas.
Também em Camaçari, em 1999, conseguiu instalar um complexo automobilístico da Ford, consolidando ali a integração do segmento petroquímico com a industria de transformação. Esse pólo industrial resultou de uma briga fiscal. A Ford tinha contratado a localização da fábrica no Rio Grande do Sul, mas o governo gaúcho quis rever os termos da negociação. A Ford ameaçou transferir o projeto para outro estado. Antes de desfazer-se o impasse, Antonio Carlos Magalhães conseguiu atrair o projeto para a Bahia.
Aproveitar oportunidades foi a maior característica de Antonio Carlos Magalhães. Na agonia do regime militar, quando o brigadeiro Délio Jardim de Mattos, na inauguração do aeroporto de Salvador, fez um discurso atacando os dissidentes do regime que apoiavam a candidatura oposicionista de Tancredo Neves, Antonio Carlos fez uma nota violenta contra o governo, dizendo que traidor era quem apoiava Paulo Maluf para suceder João Baptista Figueiredo no poder.
Com essa atitude, Antonio Carlos Magalhães qualificou-se como um dos principais apoios da candidatura Tancredo Neves e do processo de redemocratização do país. Ele conseguiu ser influente em todos os governos que se seguiram ao regime militar, com exceção do governo de Itamar Franco e do governo de Luiz Inácio Lula da Silva a partir de 2005. Nenhum político da historia recente do país talvez tenha revelado tanto senso de oportunidade e sido, ao mesmo tempo, tão ousado para atingir seus fins.
No ano 2000, horas antes da votação em que os senadores acabariam cassando o mandato do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF), foi acusado de ter ordenado a violação do painel de votações do Plenário. Pressionado pelas investigações conduzidas por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI), renunciou ao mandato de senador para não ser cassado. Foi também um homem que marcou sua carreira organizando dossiês e ameaçando adversários com denúncias de corrupção. Era um estilo de fazer política.
Presença marcante em Plenário, Antonio Carlos Magalhães sempre participou dos grandes debates políticos e suas intervenções eram aguardadas com expectativa por parte dos senadores e do conjunto da mídia credenciada na Casa. Foi responsável por várias iniciativas, como a criação do Fundo de Combate à Pobreza, um programa que não conseguiu se firmar, e autor de muitos projetos, abrangendo sobretudo as áreas da Justiça e da segurança pública. Na presidência da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), teve papel relevante na tramitação de matérias que acabaram se convertendo em lei.
Antonio Carlos Magalhães nasceu em 4 de setembro de 1927, em Salvador (BA). Era casado com Arlete Maron de Magalhães, com quem teve quatro filhos. Formou-se médico em 1952 e, por muitos anos, foi redator do jornal Estado da Bahia. Em 1954, elegeu-se deputado estadual pela UDN. Elegeu-se deputado federal em 1958, reelegendo-se em 1962 e 1966. Em 1967, foi nomeado prefeito de Salvador. Também por nomeação assumiu o governo da Bahia de 1971 a 1975.
Em novembro de 75, foi nomeado por Geisel presidente da Eletrobrás, passando também a integrar o conselho de administração da Itaipu Binacional. Em 1979, voltou ao governo do seu estado por nomeação, ficando no cargo até 1983, quando, na agonia do regime militar, resolveu apoiar a candidatura Tancredo Neves e ajudar a fundar o PFL (hoje DEM), o partido que, junto com o PMDB, deu sustentação à redemocratização do país.
Em 1985, morto Tancredo Neves, assumiu o ministério das Comunicações no primeiro governo que sucedeu o regime militar, o de José Sarney, de quem foi grande amigo. Ali ficou até 1990, quando voltou ao governo, desta vez por eleição direta. Em 1994 e em 2002, elegeu-se senador. Nos biênios 1997/1999 e 1999/2001, presidiu o Senado, assumindo interinamente a Presidência da República de 15 a 22 de maio de 1998. Seu último cargo no Senado foi a presidência da CCJ, onde atuou até momentos antes de seguir para o Incor.
São suplentes de Antonio Carlos Magalhães o seu filho Antonio Carlos Magalhães Júnior e Elio Correia de Mello.

Distrito industrial ganha mais uma siderúrgica


O Distrito Industrial de Marabá (DIM) reforça o seu potencial de produção a partir da manhã desta sexta-feira, dia 20, quando entra em operação o primeiro alto-forno da Marabá Gusa Siderúrgica Ltda, ou Maragusa. Enquanto inicia a sua participação nesse competitivo mercado, a nova empresa do Grupo Leolar já trabalha a construção do segundo forno, aproveitando toda a mão-de-obra já utilizada na unidade 1. São esperadas para a solenidade de inauguração oficial da siderúrgica neste sábado, autoridades políticas como deputados, prefeitos e até a governadora Ana Júlia Carepa, além de representantes de entidades empresariais e fornecedores da Leolar.
A capacidade inicial de produção será de 400 toneladas de ferro-gusa ao dia, com forno de 163 metros cúbicos, empregando de 250 operários na área industrial. A siderúrgica tem sua própria área de reflorestamento com plantio de eucaliptos em 2.200 hectares para garantia futura. Enquanto isso, um acordo com a Cikel, garante até 2015, o carvão com comprovação de origem.
Outra novidade no tocante à preocupação ambiental deve gerar mais postos de empregos, acredita a diretoria da empresa. Trata-se da Maragusa Reflorestadora, que deverá empregar mulheres no manuseio de mudas.
A Maragusa também inicia atividades com a implantação do selo de qualidade Iso 9001, que diz respeito à Gestão de Qualidade e iniciará em breve o processo do Iso 14.001, para meio-ambiente.
A solenidade de inauguração está marcada para às 16 horas de sábado no próprio pátio da empresa, e os convidados serão recepcionados pelo diretor-presidente do Grupo Leolar, Leonildo Rocha e pelo diretor-administrativo Zeferino Abreu Neto.

quarta-feira, julho 18, 2007

Brasil volta a liderar o ranking da Fifa


Com o título da Copa América, a Seleção Brasileira de futebol subiu duas posições e voltou a liderar o ranking da Fifa. Mesmo com a derrota na final, a Argentina subiu mais que o campeão - três posições - e ficou na vice-liderança, apenas 24 pontos atrás do Brasil.

Além de boas campanhas no torneio disputado na Venezuela, as duas seleções sul-americanas foram beneficiadas por uma desvalorização de 50% dos resultados da Copa do Mundo de 2006, que fez com que Itália, França e Alemanha perdessem muitos pontos.
A seleção mexicana também subiu e voltou a estar entre as dez melhores equipes no ranking, depois do vice-campeonato da Copa Ouro e do terceiro lugar na Copa América.
O Brasil não liderava a classificação da Fifa desde dezembro de 2006.
Confira a classificação das dez melhores seleções:


1. Brasil - 1500 pontos

2. Argentina - 1476

3. Itália - 1368

4. França - 1357

5. Alemanha - 1311

6. Holanda - 1195

7. Croácia - 1192

8. Portugal - 1146

9. Espanha - 11441

0. México - 1142

Dois "chips" GSM no mesmo celular

Sim, é possível usar dois chips no mesmo celular, através de um adaptador que, além de acomodar os dois chips, habilita no aparelho um programa para a seleção do chip a ser usado. Dá um certo trabalho (conforme o caso), justificando a receita de bolo abaixo.
Em telefonia celular GSM, o nome técnico do que nós chamamos de "chip" é SIM Card. Adaptadores que permitem usar dois SIM Cards num aparelho só são conhecidos como "Dual Sim Card Adapter". Com estas informações fica mais fácil encontrar o adaptador (por exemplo, buscando por "dual sim" no Mercado Livre). Os preços hoje giram em torno de R$ 50 (nos EUA, US$ 15 é um valor comum).
Existem (até onde sei) dois tipos de adaptador. Os mais fáceis de usar são os que integram os dois chips em um "sanduíche". Infelizmente, nem todos os celulares dispõem do espaço físico para encaixar o conjunto, o que levou ao surgimento de modelos em que você recorta a parte central do chip (que é o chip propriamente dito, o resto é só plástico) e encaixa no adaptador.
Recomendo o primeiro tipo (cortar o chip é trivial, mas requer um certo sangue-frio) - só é preciso verificar se o seu celular é compatível (os leilões dos adaptadores costumam listar os aparelhos que funcionam). O meu Nokia 6600 é um dos que não possuem a folga para o sanduíche, não me deixando muita escolha.
A operação de corte não é difícil: o adaptador vem com adesivos em forma de SIM Card, que têm o desenho do buraco. Você cola o adesivo, respira, evoca seus orixás e mete a tesoura na linha pontilhada. É quase indolor.
Depois de recortados, os chips são encaixados na placa, e uma presilha de metal é adaptada a ela. As fotos mostram o adaptador e a presilha, os chips recortados (já encaixados no adaptador) e o conjunto depois de encaixar a presilha (frente e verso):


Uma vez feito isso tudo, é só colocar no aparelho. Com o meu adaptador, aparece um programa "Aut", que permite escolher entre os dois SIMs e configurar opções de exibição do nome do SIM/operadora e outros detalhes enigmáticos (o inglês dos menus só perde para o do folheto de instruções, como é comum em produtos chineses do gênero).
É importante notar que apenas um chip fica ativo por vez, i.e., para usar o outro é preciso alternar pelo menu. Esta operação faz um "soft reset" no celular (o que é rápido em telefones comuns, mas em smartphones chega a irritar um pouco), e as ligações para o chip que está inativo caem na caixa postal. O manual diz que é possível contornar isto programando o desvio de chamada (não experimentei).
Outra coisa importante: o adaptador não remove o "SIM Block" do seu celular, i.e., se você quer usar chips de operadoras distintas (como eu fiz) é preciso primeiro desvincular o celular da operadora (os detalhes legais/técnicos do desbloqueio dependem da operadora/marca/modelo - alguns permitem desbloqueio por código, mas faça por sua conta e risco). Regra geral: se algum dos chips não funciona de antemão no aparelho, o adaptador não resolve a situação.
Caso você queira reverter a operação (e usar os chips separadamente), o adaptador acompanha dois suportes plásticos. Basta encaixar neles os chips recortados e você pode usá-los como fazia antes (a menos, claro, do aspecto estético - meio indiferente, já que o chip fica o tempo todo dentro do aparelho).
Fiz a brincadeira motivado pelas tarifas da outra operadora (e, claro, pela experiência macabra). Mas imagino pelo menos duas aplicações populares: economizar em interurbano (quando a pessoa viaja muito entre duas cidades, usando um chip para cada operadora local) e ter um "telefone secreto" (já que, com as opções de display apropriadas, o único vestígio na interface é a opção "Aut", enterrada no fundo dos menus do celular).

terça-feira, maio 29, 2007

"Pânico" bate recorde de audiência e entrevista Sílvio Santos


O programa "Pânico", exibido pela RedeTV!, ficou 19 minutos em segundo lugar na audiência no domingo (27), de acordo com dados consolidados do Ibope. Com média de 9 pontos, o programa conseguiu atingir pico de 15,9, quando exibia a entrevista feita com Silvio Santos nos Estados Unidos.

O programa de ontem bateu a marca de 15,7, alcançada em 2005 no quadro "Sandálias da Humildade", com o apresentador Jô Soares.
Na semana que vem, o programa apresentará outra entrevista inédita com o dono do SBT. A turma do "Pânico" encontrou Silvio Santos na calçada da fama em Hollywood.
"Foi uma coincidência incrível. Depois de conseguirmos a entrevista na porta do hotel em que ele estava [exibida no último domingo], encontramos o Silvio, sem querer, enquanto gravávamos uma matéria", disse o humorista Rodrigo Scarpa, que interpreta o Repórter Vesgo.

Polêmica Silvio Santos
Silvio Santos deve assinar nesta quinta-feira (31) o contrato que permitirá a Ceará continuar imitando o apresentador.
Conforme o próprio Silvio disse no programa "Pânico", o contrato deve ser semanal e será automaticamente renovado, desde que o programa consiga toda semana cinco donativos para ajudar o Retiro dos Artistas. Valores ainda não foram estipulados.


"Silvio colocou a gente em uma enrascada", diz Scarpa. "Ainda estamos estudando como vamos conduzir a arrecadação. Mas, por enquanto, se um cara der 'deizão' já paga."
Também nesta quinta, a turma do "Pânico" grava o programa "Qual É a Música?", do SBT. O repórter Ceará irá como Silvio Santos.

sábado, maio 12, 2007

Mãe (Mário Quintana)

Mãe... São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o Céu tem três letras...
E nelas cabe o infinito.
Para louvar nossa mãe,
Todo o bem que se disse
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer...
Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do Céu
E apenas menor que Deus!

“Monaco Senna Celebration”


Homenagem aos 20 anos da primeira vitória do piloto em Monte Carlo


Em 31 de maio de 1987, Ayrton Senna vencia o Grande Prêmio de Mônaco, a primeira de uma série de seis vitórias (incluindo cinco seguidas). Um recorde ainda não superado. Vinte anos depois, o Principado de Mônaco comemora a data homenageando o tricampeão mundial de Fórmula 1 com a exposição “Monaco Senna Celebration”, que acontece de 19 a 27 de maio, no Fairmont Monte Carlo.

O evento é patrocinado pela Honda, Hublot, Segafredo Fairmont e Rádio Montecarlo. Toda a arrecadação obtida com a bilheteria e com um leilão inédito de capacetes e outros objetos de pilotos da Fórmula 1, além de um relógio Hublot, produzido especialmente para o evento, será revertida aos projetos educacionais do Instituto Ayrton Senna. Há 13 anos, a organização desenvolve, no Brasil, programas de educação com foco no desenvolvimento humano e já atendeu, desde então, a cerca de 7 milhões de crianças e jovens em 25 Estados do país.

Parte do valor arrecadado no leilão será revertida ao IBK (Instituto Barrichello Kanaan).

Segundo os organizadores, o objetivo da exposição é fazer um tributo ao excepcional piloto Ayrton Senna, destacando especialmente sua atuação e sua relação com o circuito de Mônaco.

Na exposição, os visitantes poderão relembrar a história de Senna por meio de fotos, objetos, vídeos, capacetes, troféus e carros, pontuando ano a ano a trajetória brilhante do hexacampeão de Mônaco.

Para abrilhantar a homenagem, os organizadores convidaram especialistas de diversas áreas para a produção do evento. A cenografia, de Christophe Arnoux, recriará os símbolos do mais glamuroso Grand Prix do circuito mundial, e levará os visitantes a percorrer uma trilha na qual poderão acompanhar as conquistas de Ayrton Senna e a relação do piloto com o Principado de Mônaco, com a apresentação dos fatos em ordem cronológica.

O jornalista Lionel Froissart, autor de dois livros sobre Senna, e seu amigo pessoal, participa como consultor editorial. Diversos fotógrafos, especializados em F1 cederam seus acervos para a exibição, como Bernard Asset, Paul-Henri Cahier e Jean-François Galeron. Jô de Raco (Samipa), produtor das imagens do Grand Prix de Mônaco por vários anos, colabora com filmes excepcionais, incluindo alguns trabalhos inéditos.

No dia 25 de maio, Viviane Senna, irmã de Ayrton e presidente do Instituto Ayrton Senna, participará de um jantar de gala e, juntamente com o Príncipe de Mônaco, Albert II, irá inaugurar uma placa em homenagem ao tricampeão de F1.

Para mais informações, acesse http://www.monacosennacelebration.com/

sexta-feira, maio 11, 2007

FUNTELPA/TV LIBERAL Inquérito foi concluído

Convênio deve ser anulado em 30 dias

O convênio assinado entre a Fundação de Telecomunicações do Pará (Funtelpa) e a TV Liberal deve ser anulado definitivamente nos próximos 30 dias, após a publicação de uma portaria no Diário Oficial do Estado. A conclusão é da comissão administrativa criada para apurar indícios de irregularidades no documento. O relatório final está pronto e foi entregue à presidente da fundação, Regina Lima, para homologação. O relatório aponta que “houve fraude à licitação e que, portanto, o convênio deve ser rescindido unilateralmente”, isto é, independente da outra parte envolvida. Pelo acordo, a TV Liberal poderia utilizar 78 canais da Funtelpa para retransmitir a programação da Rede Globo em cidades do Pará. A emissora estatal ainda tinha de pagar, mensalmente, a manutenção de serviços para a TV Liberal. O valor da última fatura - de janeiro -, corrigido pelo IGP, era pouco mais de R$ 461.000,00. Por recomendação da Procuradoria Geral do Estado, o pagamento foi suspenso no começo do ano. A comissão criada pela Funtelpa concluiu também que devem ser abertos processos administrativos individualizados contra os ex-gestores Francisco Cezar Nunes da Silva, que assinou o convênio em setembro de 1997; José Nélio Palheta e Ney Emil da Conceição Messias, que renovaram o acordo. “O instrumento foi reiteradamente aditado com a finalidade de reajustar o valor pago à TV Liberal e prorrogar o seu termo final constando, ao todo, 14 termos de aditamento. O último, de 29/12/2006, estendeu o seu prazo até 31/12/2007”, diz o documento. No entendimento dos membros da comissão que apurou irregularidades no convênio, a TV Liberal também deve responder processo administrativo e a Funtelpa tem de passar a ser “autora da Ação Popular que tramita na 21ª Vara Cível da capital como forma de ressarcir o Estado dos atos lesivos praticados”. Segundo a diretoria financeira da estatal, o valor pago à TV Liberal, durante a vigência do convênio, foi um pouco mais de 35 milhões de reais, sem correção monetária. Outra medida que deve ser tomada é a assinatura, entre a Anatel e a TV Liberal, de um Termo de Devolução das retransmissoras da Funtelpa. Segundo a assessoria jurídica da Fundação, a presidente Regina Lima deve acatar integralmente o resultado do trabalho da comissão de inquérito administrativo.

Comissão diz que houve fraude na negociação

Segundo apurou a comissão, o convênio fere a lei de licitação (Lei 8.666/93) quando se verificam “cláusulas que remetem à seara contratual, e nas quais se descortina a execução de um contrato de prestação de serviços remunerados, já que, por força do mesmo, a Funtelpa passou a realizar despesas com pagamento de publicidade e veiculações do governo estadual”. Em outras palavras, o convênio é fraudulento porque foi firmado entre uma empresa governamental e uma empresa privada com fins lucrativos. Além disso, conforme a assessoria jurídica da Funtelpa, no convênio os interesses têm de ser convergentes e não deve haver cláusulas de pagamento, como havia no acordo com a TV Liberal: “no caso de não pagamento pela Funtelpa do valor previsto na cláusula segunda, a TV Liberal, independente de qualquer aviso prévio ou de notificação, poderá descontinuar o serviço Libsat, e considerar rescindido o convênio”, aponta o acordo. Convênio e contrato são figuras jurídicas que apresentam pontos em comum, mas que possuem conceitos diferentes e características próprias. Contrato, por exemplo, deve ser feito mediante licitação. Convênio deve ser feito entre órgãos governamentais e ONGs, sem fins lucrativos, e só pode ser prorrogável até cinco anos. Ou seja, o acordo entre a Funtelpa e a TV Liberal nunca foi legal e só trouxe prejuízos aos cofres públicos. (Agência Pará)

PF barra bispos sem crachá na Catedral da Sé



Alguns bispos foram barrados pela Polícia Federal (PF) na entrada da Catedral da Sé. Segundo o bispo-auxiliar de São Paulo, d. Manuel Carral, houve um problema com alguns religiosos porque eles não possuem crachá de identificação. Mas, segundo ele, os crachás serviriam apenas para reconhecimento.


"Se for necessário, eu fico aqui até a entrada de todos", afirmou o bispo ao lado dos computadores da Polícia Federal, em uma das entradas da Catedral. Os bispos foram liberados em seguida.
O papa Bento XVI chegará à catedral às 16h para um encontro com os bispos. São esperados para a cerimônia cerca de 400 religiosos. (Agência Ansa)


- Foto: Luciana Bruno/Terra

quinta-feira, abril 26, 2007

Otimismo no meio jornal


Pelo menos 85% dos editores estão otimistas com o futuro dos jornais. Esse é o resultado do “Barômetro das Redações”, estudo realizado pela Zogby Internacional do Fórum Mundial de Editores em Paris e pela Reuters. O estudo foi feito com 435 editores chefes, subeditores e outros executivos da mídia de todo o planeta. 42% dos entrevistados são europeus. Os sul-americanos correspondem a 8% deles.
A pesquisa aponta que 40% dos editores acreditam que a internet será o meio mais comum de informação em 10 anos. 35% deles, porém, acreditam que a mídia impressa reinará suprema. Dois terços acreditam que opinião e análise ganharão maior importância no meio Jornal. Metade dos editores está convencida de que a qualidade do jornalismo crescerá e que acionistas e anunciantes ameaçam a independência editorial.
Os resultados completos da pesquisa podem ser encontrados no site: http://www.trends-in-newsrooms.org/articles.php?id=20.

quarta-feira, abril 25, 2007

Jornalismo deixa de ser vertical

No Blog Código Aberto, o colega jornalista Carlos Castilho, da revista Fatos & Fotos, faz uma análise interessante e inovadora sobre o papel do jornalista nos tempos atuais e a necessidade de diálogo cada vez maior com os leitores.

Como defensor desta mesma linha de pensamento, a qual eu já discutia nos tempos de faculdade, passo a reproduzir parcialmente o texto de Castilho:

“(...) Na imprensa, os comentários de leitores deixaram de ser um penduricalho modernoso e começam a tirar o sono de alguns profissionais, diante dos dilemas e desafios surgidos por conta do novo tipo de relacionamento com os consumidores de notícias.
Para quem observa rotineiramente o teor e os autores de comentários postados em weblogs e páginas noticiosas na Web brasileira fica claro que a esmagadora maioria deles contém críticas à imprensa, em graus variáveis desde a argumentação séria até o xingamento grosseiro.
Não há nada de surpreendente neste comportamento, pois a participação dos leitores está ainda na primeira infância e a maioria deles está fortemente marcada por frustrações acumuladas ao longo de anos. É normal uma reação inicial do tipo catarse que geralmente é seguida pela busca da racionalidade, caso a parte atacada consiga manter a serenidade.
Acontece que nem todos os jornalistas estão conseguindo assimilar este inédito protagonismo do público, porque nunca antes haviam se defrontado com um fenômeno desta natureza. No regime militar de 1964 a 1985, a imprensa contou com a tolerância dos leitores, mesmo sendo dócil aos militares. As pessoas sentiam-se de alguma forma solidárias com os jornalistas, por conta da censura imposta pelo autoritarismo.
Na redemocratização, o público se embriagou com a liberdade de opinião num processo que chegou ao climax no impeachment do presidente Collor, mas depois perdeu intensidade. As simpatias da época da ditadura começaram a ser substituidas pela desconfiança de que a imprensa, na verdade, possuía seus próprios interesses corporativos, que nada tinham a ver com os dos leitores.
Na virada do milênio, a internet deu ao público as ferramentas necessarias para "botar a boca no trombone" e o quadro mudou completamente. A crise do mensalão foi o pretexto para que setores do público expressassem com veemência ainda maior a desilusão com os políticos e a imprensa. Em pouco tempo, as redações e os comentaristas começarm a sentir-se patrulhados e não raro hostilizados.
O impacto está sendo grande, pode danificar currículos e deixar cicatrizes profundas, caso o problema não seja analisado de forma aberta e transparente, tanto pelos leitores como pelos jornalistas profissionais. E duas questões já estão colocadas para a reflexão e discussão:
1) A função dos jornalistas está mudando e a sua grande responsabilidade hoje já não é mais apenas contar histórias e investigar denúncias mas, também, pensar como deve ser a nova ecologia informativa da sociedade atual e oferecer aos leitores os instrumentos necessários para que eles participem da produção de notícias. A era do jornalismo vertical acabou e a agora os profissionais terão que aprender a conviver com uma nova realidade.
2) O público vai passar por um complexo aprendizado para poder assumir suas responsabilidades no novo contexto informativo criado pela internet. Os leitores dispõem hoje de ferramentas incríveis de participação informativa mas isto não pode ocultar o fato de que este protagonismo tem um custo: a aceitação de responsabilidades. O quadro é muito mais complexo, mas estes dois enfoques podem ser um ponto de partida para discutir uma possível nova parceria entre jornalistas e leitores”.

Jornalismo deixa de ser vertical

No Blog Código Aberto, o colega jornalista Carlos Cartilho, da revista Fatos & Fotos, faz uma análise interessante e inovadora sobre o papel do jornalista nos tempos atuais e a necessidade de diálogo cada vez maior com os leitores.

Como defensor desta mesma linha de pensamento, a qual eu já discutia nos tempos de faculdade, passo a reproduzir parcialmente o texto de Castilho:

“(...) Na imprensa, os comentários de leitores deixaram de ser um penduricalho modernoso e começam a tirar o sono de alguns profissionais, diante dos dilemas e desafios surgidos por conta do novo tipo de relacionamento com os consumidores de notícias.
Para quem observa rotineiramente o teor e os autores de comentários postados em weblogs e páginas noticiosas na Web brasileira fica claro que a esmagadora maioria deles contém críticas à imprensa, em graus variáveis desde a argumentação séria até o xingamento grosseiro.
Não há nada de surpreendente neste comportamento, pois a participação dos leitores está ainda na primeira infância e a maioria deles está fortemente marcada por frustrações acumuladas ao longo de anos. É normal uma reação inicial do tipo catarse que geralmente é seguida pela busca da racionalidade, caso a parte atacada consiga manter a serenidade.
Acontece que nem todos os jornalistas estão conseguindo assimilar este inédito protagonismo do público, porque nunca antes haviam se defrontado com um fenômeno desta natureza. No regime militar de 1964 a 1985, a imprensa contou com a tolerância dos leitores, mesmo sendo dócil aos militares. As pessoas sentiam-se de alguma forma solidárias com os jornalistas, por conta da censura imposta pelo autoritarismo.
Na redemocratização, o público se embriagou com a liberdade de opinião num processo que chegou ao climax no impeachment do presidente Collor, mas depois perdeu intensidade. As simpatias da época da ditadura começaram a ser substituidas pela desconfiança de que a imprensa, na verdade, possuía seus próprios interesses corporativos, que nada tinham a ver com os dos leitores.
Na virada do milênio, a internet deu ao público as ferramentas necessarias para "botar a boca no trombone" e o quadro mudou completamente. A crise do mensalão foi o pretexto para que setores do público expressassem com veemência ainda maior a desilusão com os políticos e a imprensa. Em pouco tempo, as redações e os comentaristas começarm a sentir-se patrulhados e não raro hostilizados.
O impacto está sendo grande, pode danificar currículos e deixar cicatrizes profundas, caso o problema não seja analisado de forma aberta e transparente, tanto pelos leitores como pelos jornalistas profissionais. E duas questões já estão colocadas para a reflexão e discussão:
1) A função dos jornalistas está mudando e a sua grande responsabilidade hoje já não é mais apenas contar histórias e investigar denúncias mas, também, pensar como deve ser a nova ecologia informativa da sociedade atual e oferecer aos leitores os instrumentos necessários para que eles participem da produção de notícias. A era do jornalismo vertical acabou e a agora os profissionais terão que aprender a conviver com uma nova realidade.
2) O público vai passar por um complexo aprendizado para poder assumir suas responsabilidades no novo contexto informativo criado pela internet. Os leitores dispõem hoje de ferramentas incríveis de participação informativa mas isto não pode ocultar o fato de que este protagonismo tem um custo: a aceitação de responsabilidades. O quadro é muito mais complexo, mas estes dois enfoques podem ser um ponto de partida para discutir uma possível nova parceria entre jornalistas e leitores”.

sexta-feira, abril 20, 2007

Jamata não sabe de nada!


Cacá Carvalho, ator e diretor, foi sabatinado na noite desta sexta-feira (20) no Cine Marrocos por uma platéia digna de apresentação teatral. Apesar disso, a ocasião era apenas um “bate-papo” sobre a experiência como autor. Célebre pela interpretação do personagem “Jamanta” em duas novelas do horário nobre, ele não escapou de falar sobre a teledramaturgia. Entre os presentes, muitos artistas e até crianças acompanhadas dos pais. A vinda dele foi propiciada pelo Cultura Pará, que tem apoio da CVRD.

quinta-feira, abril 19, 2007

PIRÂMIDES ESTÃO FORA DA DISPUTA DAS 7 NOVAS MARAVILHAS DO MUNDO


As pirâmides de Gizé foram retiradas de uma competição na internet para escolher as novas sete maravilhas do mundo -- entre os candidatos está o Cristo Redentor --, mas a ira do chefe de antigüidades do Egito com a inclusão do monumento nesta lista continuava inalterada nesta quinta-feira (19).
A iniciativa New7wonders, criada pelo cineasta suíço-canadense Bernard Weber, para escolher as sete novas maravilhas do mundo por votação mundial irritou autoridades egípcias quando as pirâmides -- as únicas maravilhas do mundo antigo que ainda estão de pé -- foram incluídas na competição.
"Depois de uma análise cuidadosa, a Fundação New 7 Wonders, nomeia as Pirâmides de Gizé -- as únicas das 7 Antigas Maravilhas do Mundo existentes -- como Candidatas Honorárias do concurso New7Wonders", destacou um comunicado publicado no site, acrescentando que a partir de agora não será possível escolhê-las.
"Esta decisão também levou em conta a visão do Conselho Supremo de Antigüidades do Egito e do Ministério da Cultura egípcio", acrescentou o site, reconhecendo as expressões de ultraje que marcaram a visita de Weber ao Egito, em janeiro, ao anunciar que as pirâmides estavam entre os 21 finalistas.
Depois do anúncio, o todo-poderoso das antigüidades egípcias, Zahi Hawass, disse a jornais locais que as pirâmides "são a única das sete maravilhas do mundo antigo que ainda existem. É ridículo, elas não precisam entrar numa votação".
A decisão desta quinta-feira não ajudou muito a diminuir sua raiva contra o que ele chamou de um "golpe publicitário" grosseiro. "Não pedimos nada a essa gente e rejeitamos a companhia turística que tenta escolher as sete maravilhas. Estão traindo os egípcios", disse Hawass, referindo-se à organização de Weber.
Ex-assistente do cineasta italiano Federico Fellini, Weber lançou o site www.new7wonders.com, onde que os internautas podem escolher as "novas sete maravilhas" do mundo. As sete maravilhas antigas foram escolhidas pelo historiador grego Heródoto e incluía os jardins suspensos da Babilônia, a estátua de Zeus em Olímpia, o Colosso de Rodes e o farol de Alexandria.
Entre os outros 21 candidatos da competição para as Novas Sete Maravilhas estão o templo Angkor Wat, no Camboja, a Torre Eiffel em Paris, a Acrópole de Atenas, o Taj Mahal na Índia e a Grande Muralha da China.
Os resultados da votação serão anunciados em 7 de julho, em Lisboa.

quarta-feira, abril 18, 2007

80 dos maiores peritos criminais revelam suas técnicas de

Com o lançamento da Prestígio Editorial leitor descobrirá
por que “todo contato deixa um vestígio”

O que é verdade e o que é exagero ficcional nas séries de investigações criminais? Intrigada com essa questão, a escritora americana Connie Fletcher entrevistou 80 especialistas forenses cobrindo os vários estágios que envolvem a investigação de um crime: da descoberta do corpo ao veredicto final no julgamento. Seu minucioso trabalho resultou no livro Não existe crime perfeito - Todo contato deixa um vestígio, lançamento da Prestígio Editorial.

Fletcher dá voz aos protagonistas da vida real da investigação criminal. O livro é uma transcrição dos relatos, freqüentemente comoventes, colhidos nas entrevistas que a autora teve com esses profissionais da ciência forense, que combina criminalística e medicina legal. Eles falam de forma clara e didática sobre suas especializações, a cena de um crime e o que foi feito a partir da premissa de que “todo contato deixa um vestígio”.

Diferente do que se imagina desses profissionais, os leitores irão constatar que eles são divertidos e bem-humorados. “Jamais esperei que eles fossem bons contadores de histórias. Mas ouvi analistas de DNA contando histórias fascinantes a partir de uma mancha de sangue, antropólogos fazendo poesia a respeito de como você pode perceber os traumas da vida de uma pessoa em seu esqueleto e analistas residuais fazendo narrativas de parar o coração sobre serial killers pegos por um fragmento de tinta”, diz a autora.

Os capítulos são apresentados de acordo com as etapas do trabalho investigativo, começando pela análise do local do crime onde são coletadas evidências. O livro segue apresentando como transcorre a interpretação do local do crime, a análise de microvestígios e a coleta de evidências registradas no corpo que “fala após a morte. Ele está literalmente morrendo de vontade de lhe contar o que aconteceu com ele”. O comentário é de um médico legista de Nova Jersey.

O leitor também conhecerá as etapas que acontecem fora da cena do crime, como o difícil trabalho de identificação do DNA e o que pode ser feito num laboratório criminal. Os peritos comentam, ainda, a investigação a partir de casos arquivados e os seus testemunhos no tribunal, tido para muitos como o clímax de seus trabalhos.

Além de saciar curiosidades técnicas das investigações, o leitor irá se divertir conhecendo um pouco mais o perfil dos peritos e os jargões usados no meio. Piadas sobre policiais são constantes, evidenciando que há uma rixa entre essas duas classes nos Estados Unidos. “Um modo eficiente de afastar policiais curiosos do local é dar-lhes pás e pedir para ajudarem a limpar a neve. De repente eles somem porque entenderam que talvez tenham que trabalhar”, ensina um técnico em evidências.

A versão em português do livro foi tecnicamente revisada pelo diretor dos laboratórios forenses do Instituto de Criminalística de São Paulo, Osvaldo Negrini Neto.

Sobre a autora
Connie Flechter é doutora em literatura inglesa e professora de jornalismo investigativo na Universidade Loyola de Chicago. Flechter é autora de quatro livros sobre o trabalho de policiais, sendo Não existe crime perfeito o primeiro a abordar a rotina da investigação forense.

Sobre a editora A Prestígio Editorial é um selo da Ediouro Publicações e reúne os títulos de Saúde, Comportamento, Desenvolvimento Pessoal, Séries de TV, além da Moderna Literatura.

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Ficha Técnica:


Livro: Não existe crime perfeito - Todo contato deixa um vestígio
Autor: Connie Flechter
Tradução: Roberto Argus
Nº Pág.: 384
Preço: R$ 39,90
www.ediouro.com.br/prestigio
Serviço de Atendimento ao Leitor: (21) 3882-8416

sábado, abril 14, 2007

Massa diz que não vai dar espaço a Hamilton


Felipe Massa disse que não vai dar espaço para Lewis Hamilton, o Robinho da Fórmula 1, na largada do GP do Bahrein, neste domingo. No GP da Malásia, no último domingo, o brasileiro perdeu a primeira posição para a revelação da McLaren logo na segunda curva e errou ao tentar dar o troco. - Tenho que fazer uma boa largada e não dar espaço para o Hamilton. O último domingo não foi um bom dia para nós. A McLaren mostrou um ritmo de corrida incrível e não conseguimos mostrar nosso potencial porque estávamos sempre atrás de outros carros. Vamos mostrar um ritmo muito melhor aqui no Bahrein – diz Massa, em entrevista ao site da revista inglesa "Autosport".A Rede Globo transmite a corrida, no domingo, com narração de Cléber Machado, comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti, e reportagens de Carlos Gil.

Avião-helicóptero vai atacar no Iraque


O avião americano V-22 Osprey vai começar a ser usado no Iraque a partir de setembro, apesar da série de acidentes fatais nos quais esteve envolvido e dos vários problemas registrados durante seu desenvolvimento.


Graças ao design revolucionário com dois jogos de turbinas sobre as asas, o V-22 Osprey decola como um helicóptero e voa como um avião.


Cada ‘brinquedinho’ custa US$ 68 milhões (quase R$ 140 milhões). A longo prazo, o Osprey deve substituir os helicópteros CH-46, usados desde a guerra do Vietnã. O projeto de construção da aeronave, que começou a ser desenvolvido há 20 anos, passou por vários problemas e alguns acidentes, que causaram 30 mortes.


Como os aviões de asas fixas, o Osprey pode se elevar bem mais alto do que um helicóptero, fora do alcance da maior parte dos mísseis lançados do solo, "acima do perigo", e dispõe de uma série de sistemas detectores e de alertas, segundo informações do exército norte-americano.(Foto: Saul Loeb/AFP)

sábado, abril 07, 2007

Fumar narguilé, uma nova 'febre'


Onde há fumaça há... um narguilé. Tudo começou com uma novela. Bares temáticos abriram as portas. Restaurantes de culinária árabe aderiram. Os clientes começaram a fumar, trouxeram amigos, que levaram outros. E, no boca-a-boca o que era moda se tornou uma febre. O tradicional cachimbo de água ou narguilé usado há milênios nos países do sudeste Asiático e Oriente Médio (também conhecido como "hookah" ou shisha) agora é comprado para se ter em casa. Os novos modelos facilitaram a popularização do narguilé que vêm em caixas portáteis e fáceis de carregar. Isso porque, quem tem, leva o objeto para todos os lados: à casa de amigos, aos restaurantes, ao bar da esquina e até à padaria e à praia. Nas areias do litoral norte se tornou comum ver rodas de jovens banhistas reunidos sob o sol e em torno de baforadas aromatizadas de maçã, morango, hortelã, entre outros.NOVOS AROMAS - Com a introdução de sabores diferentes ao tabaco, o uso dos cachimbos de água cresceu drasticamente entre os jovens no Oriente Médio. E agora, está se tornando globalmente popular nos campus das universidades, entre outros locais que a galera costuma se reunir. O cachimbo de água é forma de socialização, uma vez que muitos amigos fumam o mesmo narguilé juntos. "É gostoso fumar com amigos. E faz bem menos mal do que o cigarro. Um dos males do cigarro pelo que sei é fumaça quente", diz Antonio Carlos de Macedo Junior, de 46 anos, que comprou o seu narguilé no Brás. Um estudo da Organização Mundial de Saúde publicado recentemente diz que os cachimbos de água são difundidos sob a ilusão de ser uma forma segura de se fumar. Hoje até os adolescentes embarcaram neste hábito oriental milenar. Júnior tem dois filhos, o mais velho, de 16 anos, já experimentou."Sempre tive um quê pela cultura árabe. Comecei gostando da dança, das festas que via de amigos, aí teve a novela, abriram os bares, hoje, fumo até em churrasco, dois ou três narguilés "Júnior leva o narguilé até para a praia. Durante o dia, ele e os amigos tomam uma cerveja, sentam sob o sol e fumam. "O narguilé combina com tudo. É um motivo a mais para reunir os amigos em roda e bater papo." Ele acredita no falso mito de que é um hábito que não vicia. BAFORADAS NO BAR - Quem não tem um também pode se divertir em bares como o Alibabar, uma casa na Vila Olímpia, zona sul, que cobra R$ 19,50 pelo aluguel do aparelho por uma hora (ou enquanto durarem dois carvões ). O representante comercial Sergio Antonio Pereira, de 34 anos, foi até lá, e deu as primeiras baforadas, por curiosidade. "Gostei tanto que me tornei habitué. Logo depois, pedi a um amigo que trouxesse um narguilé para mim do Líbano." O ex-fumante que consumiu três maços por dia durante 14 anos, diz que parou de fumar há 2 anos. Mas, e o narguilé? "Esse eu só acendo com os amigos. Não tem graça fumar sozinho." Não traga? "Trago como o cigarro, mas o narguilé não me dá dor de cabeça nem cheiro. Parei com o cigarro por causa do cheiro." Quando vai ao bar, ele leva seu narguilé, assim pode fumar sem limite de tempo - só usa o fumo de maçã. Pereira chegou a comprar mais dois narguilés, mas deu de presente para amigos. Para embalar as baforadas, Pereira também passou a ouvir músicas árabes. "Uma coisa leva à outra. Mas o narguilé virou praga", diz Pereira.A procura pelo cachimbo de água aumentou tanto que já é vendido em banca de jornal e no templo das quinquilharias, a Rua 25 de Março, sem nenhum traço de tradição oriental. São modelos chineses, que invadiram o mercado interno com preços competitivos, 30% mais baixos do que os modelos vindos do Líbano Síria e Egito, fabricantes de narguilés de primeira linha. Já existem também cópias nacionais, bem atraentes, feitas com vidros coloridos. NEGÓCIO DA CHINA - O importador Ali Hage, de 37 anos, diz que o narguilé virou um negócio lucrativo. Ele começou a importá-lo meio sem querer. "Sempre trazia um ou dois para amigos. Aí as encomendas aumentaram muito e resolvi fazer disso um negócio." Hage importa 5 mil por ano e a maioria de seus clientes (95%) não tem ascendência árabe. "O que tá pegando agora é o modelo chinês, mais em conta. Não tem tanta qualidade como beleza." Os narguilés de primeira linha são feitos de cristal tcheco e aço inoxidável. O cristal chinês não é tão limpo e, portanto, brilha bem menos. O preço dos narguilés importados varia de acordo com a origem e o tamanho. É possível encontrar modelos de R$ 100 a R$ 1.500. Mas Hage avisa: "Narguilé é como carro. Você sempre pode equipá-lo."

sábado, março 24, 2007

Festa popular marcará lançamento do selo do Estádio Olímpico


A Secretaria de Estado de Esporte e Lazer (Seel) promoverá uma grande festa popular neste domingo (25), a partir de 15 horas, no lançamento do selo do Estádio Olímpico do Pará. O selo faz parte da coleção especial do Departamento de Produtos e Filatelia dos Correios denominada de "Estádios de Futebol". Shows com bandas regionais, apresentações de esportes radicais e o clássico Remo e Paysandu vão regar a tarde de esporte do público paraense.
A homenagem dos Correios do Brasil ao Estádio Olímpico do Pará reúne outros três estádios brasileiros, casos do Pacaembu (SP), Maracanã (RJ) e Serra Dourada (GO). Em função de suas linhas arquitetônicas, que representam a riqueza, a beleza e a modernidade do cenário esportivo, o Mangueirão foi um dos privilegiados na edição especial dos Correios, entre tantos estádios do país.
A grande festa popular programada pela Seel tem o objetivo de mostrar que o Estádio Olímpico deve funcionar como uma importante ferramenta de lazer, inclusão social e de entretenimento à família paraense. A partir disso, oferecer alternativas para a diminuição da violência entre os torcedores por meio de vivências culturais.
Entre as atrações previstas para a tarde deste domingo, estão a banda RP2, que fará a recepção aos torcedores, a partir de 14 horas, além do show do cantor Elias Cadeth. Apresentações de skate, patins e dança de rua vão entreter o público no intervalo do jogo, num palco montado próximo ao placar eletrônico. Na saída do Mangueirão, Elias Cadeth comandará a dispersão das duas torcidas.
Histórico
Popularmente conhecido como Mangueirão, uma referência a Belém, conhecida nacionalmente como "Cidade das Mangueiras", o EOP é o resultado de um projeto que somou quase trinta anos, passando por várias etapas até a sua conclusão.
Nesta primeira fase, seu nome oficial foi Estádio Estadual "Alacid Nunes "em homenagem ao governador que idealizou seu projeto de construção. Na década de 90, o estádio passou a chamar-se "Edgar Proença", em homenagem ao jornalista e cronista esportivo que escrevia sobre as belezas do Pará. Na última fase de construção, o Governo do Pará instalou equipamentos modernos, como a pista de atletismo, placar e catracas eletrônicas, rampas de acesso, novas arquibancadas com assentos anatômicos, entre outras inovações, preparando-se para sua inauguração em 1º de maio de 2002.
Com capacidade de 45 mil pessoas e uma área construída de 65.500 metros quadrados, o Estádio Olímpico do Pará, seu nome oficial, é uma das mais belas obras da engenharia e arquitetura modernas,assinada pelo engenheiro civil e arquiteto Alcyr Meira, é o primeiro do Brasil a receber certificado da habilitação da pista de atletismo conferido pela Associação Internacional das Federações de Atletismo (IAAF).

Aniversário de Marabá



Em comemoração aos 94 anos de emancipação político-administrativa do município de Marabá em 5 de abril, a Fundação Casa da Cultura organiza uma série de exposições com histórico e fotografias antigas e atuais de Marabá, a serem colocadas em pontos estratégicos da cidade.
As exposições históricas estarão na anti-sala do gabinete do prefeito, no Aeroporto e no Pátio Ferroviário. No coreto da Praça Duque de Caxias a partir do dia 5 de abril haverá exposições histórica, fotográfica e de lendas da região. As exposições históricas também ficarão disponíveis nas escolas que solicitarem. As escolas municipais “Josineide Tavares” e “Raimundo José de Souza”, no bairro Liberdade, são duas que já têm exposição confirmada sobre a história de Marabá.
MÚSICA NAS HOMENAGENS A MARABÁ
Na programação do aniversário de Marabá, em 5 de abril, o coral da Escola de Música “Moisés Araújo”, localizada na FCCM, homenageia o município em uma apresentação na Praça Duque de Caxias.
Na ocasião, apresentam-se também as bandas do Exército, da Polícia Militar e Shalom, grupos Yaguara e Mayrabá, Abadá Capoeira, projeto Dançando e Educando, do Cine Marrocos e haverá exposições de arte da Arma (Associação dos Artistas Plásticos de Marabá) e da FCCM.