sábado, novembro 24, 2012

119 jornalistas foram mortos em 2012 no mundo


Em 2012, 119 jornalistas foram mortos, o maior número desde que o Instituto Internacional de Imprensa (cuja sigla em inglês é IPI) começou a pesquisar o assunto, em 1997. O IPI divulgou os dados durante reunião, em Viena, na Áustria, promovida pela associação de editores de imprensa e pelo Serviço de Informações das Nações Unidas.

Na América Latina, foram registradas 22 mortes de jornalistas. O local considerado mais perigoso para o exercício da profissão é o México, onde sete profissionais foram assassinados. O Brasil, Honduras e a Colômbia também aparecem no relatório do IPI. No Brasil, houve quatro mortes, em Honduras, três, e na Colômbia, duas. No Peru, quatro jornalistas morreram em um acidente de carro e no Equador, um foi baleado por um homem em uma motocicleta.

Pelos dados do IPI, os conflitos na Síria são responsáveis pela maior parte das mortes em 2012, registrando 36 mortos. Há 20 meses, a Síria vive sob um clima de guerra. Mais de 40 mil pessoas morreram, segundo organizações não governamentais. As forças de segurança do governo e da oposição se enfrentam nas principais cidades sírias.

O segundo país que mais registrou mortes de profissionais de imprensa é a Somália, com 16. No relatório, o IPI destacou que a Justiça do país não julgou ninguém “perpetuando uma cultura de impunidade que encoraja novos ataques”.

O exercício da profissão é considerado perigoso no México, no Paquistão e nas Filipinas. No México, sete jornalistas foram mortos em 2012 - cinco no estado de Veracruz, área próxima a Tamaulipas, na fronteira com os Estados Unidos, regiões que concentram vários cartéis de tráfico de drogas, armas e pessoas.

Cinco jornalistas foram mortos no Paquistão e nas Filipinas. Segundo o relatório, nas Filipinas, há uma “cultura de impunidade”. No Iraque, na Palestina e no Bahrein, países que também vivem momentos de tensão, foram registrados três mortes de jornalistas, em cada um.

O relator especial das Nações Unidas para a Proteção da Liberdade de Imprensa, Frank La Rue, disse que a situação é mais grave nos países onde não há conflitos declarados, como o México. “Qualquer ataque contra os profissionais de imprensa deveria ser considerado um ataque contra a própria democracia”, acrescentou ele.

Na África, foi registrado um total de 27 mortes de jornalistas. Na Ásia, 26, entre elas três em Bangladesh e duas na Índia. A síntese da pesquisa pode ser obtida no endereço http://www.freemedia.at/home/singleview/article/2012-deadliest-year-on-record-for-journalists.html

sábado, novembro 17, 2012

Comissão da Verdade já está em Marabá para audiências



A Comissão Nacional da Verdade discute, a partir deste sábado (17), em Marabá, violações dos direitos de camponeses e indígenas durante a Guerrilha do Araguaia, ocorrida no início da década de 1970. A psicanalista Maria Rita Kehl, membro da comissão, é quem coordena os trabalhos a partir das 15 horas deste sábado, de audiência pública para debater o tema. O encontro ocorrerá na Câmara de Vereadores de Marabá.

Já no domingo (18), eles ouvirão os depoimentos de ex-soldados que atuaram na região do Araguaia durante o regime militar. A CNV também deve reunir com o Grupo de Trabalho Araguaia, criado em 2009, que trabalha na localização e identificação dos corpos dos desaparecidos na Guerrilha do Araguaia. O grupo é formado por integrantes dos ministérios da Defesa e da Justiça e da Secretaria de Direitos Humanos, além de antropólogos, geólogos, cartógrafos e especialistas em logística, assim como observadores do PCdoB, do governo do Pará e parentes dos mortos e desaparecidos.

O Diário Oficial da União publicou ontem (16) resolução que cria, no âmbito da Comissão Nacional da Verdade, um grupo de trabalho para apurar violações aos direitos humanos com motivações políticas de pessoas que lutavam pela terra e de povos indígenas no período da ditadura militar.
O objetivo do grupo será esclarecer a autoria e as circunstâncias em que se deram violações como torturas, mortes, desaparecimentos e ocultações de cadáveres. A investigação visa a tornar públicos os locais, os autores e as instituições envolvidas nesses crimes.

SORORÓ
A Comissão Nacional da Verdade já está na região desde ontem (16), tendo dedicado o dia a uma visita ao povo da etnia Suruí, que atualmente vive na Terra Indígena Sororó. Há controvérsias sobre a participação da etnia na guerrilha, pois existem informações sobre a exploração de indígenas deste grupo pelos militares e de sacrifícios das vítimas.

Foi a segunda vinda da CNV para conversar com os indígenas. Os líderes da etnia querem a criação de uma comissão da verdade local, pois há referências à possibilidade de os indígenas terem sido forçados pelo Exército a cooperar no combate à guerrilha. Em outubro, os líderes dos suruís pediram o apoio da CNV.

Segundo Paulo Fonteles Filho, que participou da visita ontem à aldeia, os suruí fizeram um relato inédito de como viram o período da guerrilha e as dificuldades que enfrentaram. Grupo de 40 índios vem hoje a Marabá para almoçar com os membros da comissão e para participar da audiência pública.

quinta-feira, novembro 15, 2012

Chargista recria mascotes de 350 times de todo o Brasil

Se você quer conhecer mascotes de times de futebol de todos os cantos do Brasil, o trabalho do chargista Carlos Alberto da Costa Amorim é uma boa opção. O profissional dos desenhos, que iniciou sua carreira no semanário humorístico Pasquim, já reproduziu mais de 350 personagens que representam times dos 26 estados do país, mais o Distrito Federal.

Amorim não cria novos mascotes. Seu trabalho é descobrir qual é o personagem da equipe, principalmente as mais desconhecidas do futebol brasileiro, e, a partir daí, ele utiliza da sua criatividade para desenhar o mascote de uma outra forma.

"Note que eu não reinventei nenhum mascote, apenas reinterpretei com meus traços, e acho que o pessoal tem gostado bastante. É uma das seções mais visitadas. Na verdade já perdi a conta do que já foi produzido", comenta.

É possível encontrar no site de Amorim, o www.amorimcartoons.com.br, desde mascotes conhecidos, dos tradicionais times grandes, como o Urubu do Flamengo e o Mosqueteiro do Corinthians, até os representantes de times pequenos, como o Índio do Olaria-RJ e o Leão do Bacabal-MA.
"Faço pesquisa, vejo os times que sobem nos campeonatos estaduais de todo o país e produzo minha versão dos mascotes", explica.

Amorim também desenvolve charges diárias sobre o futebol brasileiro e as publica no site.
"Acompanho o dia-a-dia dos clubes, jogadores etc e tento passar para o leitor minha opinião sobre tudo o que acontece, só que com uma visão humorística. O alvo do trabalho é, a princípio, o público infantil e o feminino, mas leitores de todas as faixas etárias nos visitam e depois retornam para ver se tem coisa nova." (Fonte: Terra)

Desafio Sebrae: Pará é o grande vencedor da edição de 2012

A equipe Amazon Fruits, do Pará, foi a grande vencedora do Desafio Sebrae 2012. Após cinco meses de competição, os estudantes de Agronomia da Universidade Federal Rural do Amazonas, Djavan Paixão e Renata de Holanda, conquistaram o primeiro lugar na disputa. O campeão foi anunciado na última terça-feira (13), no Bahia Othon Palace, em Salvador. Em segundo lugar, ficou a equipe Run to Win, do Paraná, seguida pela equipe Xeque Mate, de Minas Gerais.

"Estar aqui foi um grande desafio. Acho que empreender é acreditar e nós acreditamos", disse Djavan, após receber o prêmio. O diretor de Administração e Finanças do Sebrae Nacional, José Cláudio dos Santos, destacou a importância do jogo virtual. "O Desafio Sebrae já tem 13 anos de sucesso, envolvendo mais de um milhão de estudantes. Essa é uma forma de trabalhar e fomentar o empreendedorismo, que é a razão de ser do Sebrae".

Para o superintendente do Sebrae na Bahia, Edival Passos, "o Desafio é um dos mais importantes programas de empreendedorismo do mundo voltado para a juventude. Há muito a fazer nesse campo e temos orgulho de receber esse jogo no estado que ganhou por três vezes o título de melhor Feira do Empreendedor do Brasil".

O coordenador de Negócios Corporativos da Fundação Getúlio Vargas (FGV) On line, Alan Rabelo, falou sobre a parceria da instituição com o Sebrae. "Nós temos uma missão muito próxima, que é contribuir para o desenvolvimento nacional, cada um em sua área de atuação. O Desafio Sebrae alia tradição e inovação, o que está de acordo com a missão da FGV". A Fundação concedeu aos finalistas uma bolsa de estudo integral.

Maurício Guedes, coordenador da incubadora de empresas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que realiza o game junto com o Sebrae, destacou o papel da educação empresarial para a vida dos participantes. "Vocês jovens têm uma responsabilidade social grande com o Brasil".

Considerado o maior jogo de empreendedorismo juvenil do mundo, o Desafio Sebrae representa hoje o principal instrumento da instituição para difundir a cultura empreendedora no meio universitário. Em 2012, inscreveram-se mais de 154 mil alunos, sendo que 58% estão na faixa de 18 a 22 anos. A competição leva a prática da gestão de uma empresa aos jovens, com o objetivo de desenvolver competências no ato de empreender. As equipes fizeram exercícios de como administrar uma empresa, aprenderam a trabalhar em equipe e testaram resultados. Na edição deste ano, os estudantes geriram uma fábrica de polpas e sucos de frutas tropicais. O evento faz parte da comemoração dos 40 anos do Sebrae.

[Fonte: administradores.com.br]

segunda-feira, outubro 29, 2012

Leitura é um hábito que se adquire pelo exemplo, diz escritora

No Dia Nacional do Livro, comemorado ontem (29), a especialista em literatura infantil e escritora Ieda de Oliveira ressaltou que a leitura é um hábito passado essencialmente pelo exemplo. “A transição entre ouvir as histórias contadas pelos pais e ler as histórias tem que ser uma busca própria da criança”, disse. Ela ainda ressalta que os pais não devem fazer restrições quanto à literatura escolhida por seus filhos “Ela pode trazer discussões interessantes para a família”.

Ieda de Oliveira avalia que atualmente existe muitas opções de boa literatura infantil, que instiga o espírito crítico da criança. “Isso abre portas, influencia muito na formação do indivíduo”, ressaltou. A literatura infantil não serve para, ensinar, empurrar informações”, acentua. "Educar é conduzir. É tratar o leitor como ser inteligente, é orientar a aprendizagem e não adestrar", completou.

"Eu me educo quando leio Guimarães Rosa, eu me educo quando leio Jorge Amado, tanto quanto me educo quando leio Ana Maria Machado. Educo-me ainda diante de uma tela de Renoir ou ouvindo Mozart ou Chico Buarque de Holanda. Quando o artista, por meio de um domínio técnico, conduz o seu leitor para fora de si mesmo, levando-o, pelo prazer estético, a refletir e olhar o mundo a sua volta, estabelecendo novos sentidos, ele o está educando. Cada um trabalhando com sua matéria-prima, que no caso do escritor é a palavra ", ressaltou.

A escritora acredita que o brasileiro está lendo mais. “Não podemos assegurar que o conteúdo é bom, mas está aumentando o número de indivíduos que leem. Estamos vendo um movimento do governo de melhorar o acesso aos livros. Os meios de informação também estão tendo uma função muito importante de difundir a papel que a leitura tem na vida das pessoas.”

Ieda vê nas redes sociais, não uma concorrente da literatura, mas uma forma de divulgação, não só da literatura como de todas as formas de artes. “Um amigo, ou amigo de amigo publica uma resenha, diz que aprecia um quadro, isso chega como um estímulo a mergulhar no mundo das artes”, disse.

Leolar vai investir em uma ferrovia de Canaã a Marabá

Depois de adquirir sua própria mina de ferro para fugir da dependência da Vale, empresa de Marabá agora quer ter também sua própria estrada de ferro. Executivo da Maragusa, braço siderúrgico do Grupo Leolar, confirmou ao jornal CORREIO DO TOCANTINS que um investimento da ordem de R$ 800 milhões está engatilhado para construir uma estrada de ferro interligando Canaã dos Carajás, Curionópolis e o porto multimodal de Marabá. Além do minério, a ferrovia deverá transportar passageiros.

A informação é de Zeferino Abreu Neto, o Zefera, da Maragusa. Segundo ele, uma empresa de São Paulo está contratada para fazer o projeto da estrada de ferro, e o aporte financeiro virá do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), por meio do Banco da Amazônia.

A mina fica na área conhecida como Serra Sul, em Canaã e a Maragusa já possui o direito de exploração. Os trens que vão operar na ferrovia vão trazer ferro de lá e receber carga também em Curionópolis, onde a empresa é sócia em outro projeto.

VERTICAL
Neste último município, a Maragusa também vai explorar minério de ferro por meio da empresa Vertical, a qual tem, ainda, como sócias, as guseiras DaTerra (Grupo Revemar), Cikel (antiga Terranorte) e Sidenorte.

Ali, a capacidade de produção inicial será da ordem de 200 mil/toneladas ao mês, sendo que 100 mil para exportação e outros 100 mil para abastecer as quatro sócias, guseiras do Distrito Industrial de Marabá. Com isso, todas elas retomariam as atividades dos seus alto-fornos, que estão abafados.

Questionado sobre o prazo para isso, Zefera não revela quando a mineradora começa a produção, só adianta que todas as licenças já estão liberadas, dependendo apenas da aquisição dos equipamentos de extração. A projeção é de que, mesmo com uma produção de mil toneladas ao mês, a reserva permitiria exploração por 200 anos. A mina de Canaã seria ainda maior.

Neste pormenor, Zefera pontua que a viabilização da hidrovia no Rio Tocantins, com a derrocagem do pedral do Lourenção é fundamental para que ocorra a interligação com a ferrovia.

Ontem a Cosipar (Companhia Siderúrgica do Pará) começou a dispensar seus mais de 400 funcionários e já tinha abafado seu único alto-forno ainda em funcionamento, justamente por estar inviabilizada a sua produção. A depreciação do gusa em relação ao preço do ferro é um desses motivos.

Maragusa, DaTerra, Siquel e Sidenorte, que também foram paralisando atividades desde 2008, com a crise do setor, apostam todas as suas fichas na exploração própria de ferro para retomarem suas atividades no DIM.


terça-feira, outubro 23, 2012

Comissão da Verdade analisa inquérito sobre morte de JK

A Comissão Nacional da Verdade começou a analisar o inquérito e o processo sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek, ocorrida em agosto de 1976. O documento foi encaminhado ao grupo encarregado de investigar crimes ocorridos durante o regime militar pela Comissão da Verdade da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), que pede uma nova apuração do caso.

Segundo a advogada Rosa Cardoso, integrante da Comissão Nacional da Verdade, a documentação sobre a morte do ex-presidente já foi analisada por um assessor do grupo e pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles, que também integra a comissão, mas ainda não há uma "interpretação conclusiva" a respeito do caso. "Já fizemos uma primeira leitura, mas é uma questão tão séria que vai ter que ser submetida a um conjunto de comissários, não apenas a um", observou Rosa.

Como o Estado revelou em maio, a OAB-MG contesta a versão de que JK foi vítima de um acidente automobilístico e aponta diversos "furos" por parte dos responsáveis pelas investigações oficiais nas 2.629 páginas divididas em quatro volumes que compõem o processo de apuração da morte. Para os integrantes da Comissão da Verdade da entidade mineira, o ex-presidente foi assassinado, opinião partilhada pelo secretário particular e amigo de JK, Serafim Jardim.

Nesta terça-feira, 23, Rosa Cardoso, além de Maria Rita Kehl e José Carlos Dias, também integrantes da comissão, se reúnem com representantes da OAB-MG em Belo Horizonte. Nesta segunda, o trio participou de audiência na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para ouvir relatos de três vítimas da ditadura militar: o professor Apolo Heringer, ex-dirigente do Comando de Libertação Nacional (Colina), preso, torturado e exilado; a socióloga Magda Neves, expulsa do mestrado em Ciência Política da UFMG pelo regime; e Mariluce Moura, viúva de Gildo Macedo Lacerda, morto sob tortura em 1973.

Araguaia
Ao chegar para a audiência, Maria Rita Kehl, responsável da comissão pela investigação de violações de direitos de indígenas e camponeses, revelou que o grupo encontra dificuldades de investigar um dos mais notórios episódios do regime militar, a Guerrilha do Araguaia, ocorrida no sul do Pará do fim da década de 1960 até meados da década de 1970.

Recém-chegada da região, onde acompanhou as atividades dos Grupo de Trabalho do Araguaia (GTA) e do Grupo de Trabalho do Tocantins (GTT), Maria Rita informou que familiares de guerrilheiros que desapareceram na região têm se recusado a fornecer material para comparação genética com restos mortais encontrados na área. Até o momento, só foram identificadas as ossadas dos guerrilheiros Bergson Gurjão Farias e Maria Lúcia Petit. "Tem alguns casos que já têm ossos para comparação de DNA. (Mas) nem todas as famílias querem oferecer o DNA, para não sofrer. Fica mais difícil ainda, porque tem uma ossada, tem a possibilidade (de identificação) e a família não quer fazer o exame", disse, sem entrar em detalhes.

quinta-feira, outubro 18, 2012

Vítimas de trânsito podem pedir DPVAT nos Correios


Desde ontem, dia 17 de outubro, as vítimas de acidentes de trânsito do Pará podem solicitar, gratuitamente, o Seguro DPVAT nas agências dos Correios no Estado. O DPVAT é um seguro que pode ser acionado por vítimas de acidentes de trânsito resultantes em invalidez permanente, morte e para reembolso de despesas médicas e hospitalares. 

Toda pessoa que sofrer um acidente em território nacional, seja pedestre, motorista ou passageiro, tem direito ao seguro, basta procurar uma seguradora conveniada ou, a partir de agora, uma agência própria dos Correios em um dos Estados em que a parceria está vigente.

Nesta quarta-feira, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais e Goiás também recebem o projeto, que já está implantado nos Correios do Ceará, Maranhão, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Mato Grosso e Piauí.

Com a ampliação da rede de atendimento, o Estado do Pará ganhará 174 novos pontos oficiais para entrada do Seguro DPVAT. Para o presidente dos Correios, Wagner Pinheiro de Oliveira, “a parceria vem ao encontro do objetivo dos Correios de consolidar suas agências como pontos de acesso a serviços para os cidadãos brasileiros”. Os novos locais se somarão aos mais de 2.600 pontos de atendimento oficiais do Seguro DPVAT presentes pelo Brasil.

Na fase de preparação do projeto, a equipe dos Correios recebeu treinamento para atender às vítimas de acidentes de trânsito, informando sobre os casos que são indenizados e reembolsados pelo seguro, documentos necessários, valores, prazos e coberturas, além de material informativo. Ao dar entrada no pedido do Seguro DPVAT, as vítimas ou seus beneficiários recebem um comprovante da respectiva solicitação, enviada à Seguradora Líder DPVAT, responsável pela administração e pagamento.

De acordo com o diretor-presidente da Líder, Ricardo Xavier, o acesso da população ao seguro será ampliado. “Ninguém melhor que o próprio cidadão para preservar seus direitos. O procedimento para o recebimento do Seguro DPVAT pelas vítimas de trânsito é simples e dispensa o auxílio de terceiros. Por meio dessa parceria, as vítimas de acidente de trânsito terão mais um canal oficial para buscar um direito tão importante. Temos certeza de que essa iniciativa ajudará a milhares de famílias do Estado, que terão ainda mais facilidade em receber o seguro em um momento de dificuldade, após um acidente de trânsito”, afirma Xavier.


Para dar entrada no pedido
de indenização nos Correios

 
- Informe-se sobre a documentação necessária para dar entrada no Seguro pelo telefone 0800 022 12 04 ou pelo site www.dpvatsegurodotransito.com.br. Lembrando que o prazo para pedir a indenização é de até 3 anos, a contar da data do acidente;
 
- Dirija-se a uma agência própria dos Correios em um dos Estados participantes levando a documentação necessária (nos demais Estados, consulte a rede de atendimento pelo site);
 
- Guarde o comprovante de envio fornecido pelos Correios;

- O pagamento da indenização será feito por meio de crédito em conta corrente ou poupança da vítima ou de seus beneficiários em até 30 dias a contar da data da entrega da documentação solicitada. Os valores indenizados são de R$13.500,00 no caso de morte; até R$13.500,00 para invalidez permanente, variando conforme o grau de invalidez; e até R$2.700,00 para reembolso de despesas médicas e hospitalares, de acordo com as despesas comprovadas.

Justiça determina que o Estado pague 26 milhões pelo Lote 11



Uma disputa que se desenrola na Justiça do Pará teve sentença proferida no último dia 5 de outubro pela juíza Maria Aldecy de Souza Pissolati, titular da 3ª Vara Cível, na Comarca. A magistrada arbitrou em R$ 26 milhões a indenização do Governo do Estado à empresa Carajás Extração de Água Mineral Ltda. pelo chamado Lote 11 da Gleba Quindangues, área que interessa ao chamado Distrito Industrial 3, em Marabá, e que deverá compor o complexo da siderúrgica Alpa. A intenção inicial do Estado era pagar pouco mais de R$ 3,6 milhões pela área.

O Lote 11 é um imóvel urbano situado à BR-230 (Rodovia Transamazônica), sentido Marabá - Itupiranga, com área total de 93,5964ha, perímetro de 6.223,61m. A empresa em questão tem alvará para exploração de água mineral naquelas terras concedida pelo DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral), órgão do Ministério de Minas e Energia. A Carajás Exploração pertence ao casal Eduardo e Anacleide Barbosa. Dos lotes desapropriados naquela região para a construção da siderúrgica, este é o único que ainda tem demanda judicial.

Entre os entusiastas da Alpa, o lote é sempre citado, junto com a não derrocagem do pedral do Lourenço, no Rio Tocantins, como entrave à construção da siderúrgica. Os donos da área, no entanto, sempre defenderam que os critérios usados na avaliação do governo subvalorizavam a área. Como contam com alvará do DNPM para exploração, não foi difícil conseguir liminar que sustou a imissão de posse do terreno para início das obras.

SUBVALORIZADO
Segundo o advogado da Carajás Extração, Cláudio Ribeiro Correia, a perícia judicial confirmou que a terra nua e as benfeitorias valem R$ 26 milhões e levou em conta o critério adotado para os demais lotes. Ele deixou escapar que o interesse do proprietário é que, mesmo desapropriada a área, ele continue explorando extração de água, uma vez que o subsolo pertencente à União. “Estamos satisfeitos com a sentença”, declarou ontem ao CORREIO DO TOCANTINS.

SETENÇA
O processo que deu origem à sentença agora prolatada foi movido pelo próprio Estado do Pará, tendo como requerido a Carajás Extração de Água Mineral, porém o desfecho bem aquém do que esperava o requerente.

Na sentença, a Justiça manda o governo pagar os R$ 26 milhões de indenização corrigidos monetariamente. “Determino a expedição de boleto ao Estado do Pará, para o imediato depósito em juízo do valor da indenização liquida, após a comprovação do depósito, expeça-se mandado de imissão de posse em favor do Estado do Pará, nos termos do artigo 15 e seguintes do Decreto-lei nº 3.35/41”, diz trecho.

A Reportagem telefonou ontem à tarde para a sede da Procuradoria Geral do Estado, em Belém, para levantar que providências seriam tomadas, mas os três telefones divulgados no site do governo não foram atendidos. É certo, no entanto, que o Estado deverá ingressar com recurso ao Tribunal de Justiça do Pará.

quarta-feira, outubro 17, 2012

Lei tem multa milionária para combater aves próximas a aeroportos



Lei publicada na quarta-feira (17) do Diário Oficial da União estabelece regras para reduzir o risco de acidentes entre aves e aeronaves. A lei proíbe atividades que atraiam os animais para as proximidades de áreas destinadas a pouso e à decolagem e prevê multa que pode chegar a R$ 1,2 milhão para quem descumprir as regras.

O texto estabelece uma Área de Segurança Aeroportuária com raio de 20 quilômetros a partir da maior pista de decolagem. Nesse limite, o uso do solo fica condicionado ao cumprimento das normas de segurança operacional de aviação e ambientais. A lei proíbe ainda atividades atrativas de pássaros nas proximidades dos aeroportos, como os lixões.

Para os casos de descumprimento das regras, estão previstas penalidades como multa, suspensão da atividade e interdição da área. No caso de multa, a simples varia entre R$ 1 mil e R$ 1,2 milhão e a diária vai de, no mínimo, R$ 250 a R$ 12,5 mil. O dinheiro arrecadado com as multas será usado em ações para redução do risco de acidentes.

O abate de animais que coloquem em risco a segurança aérea será permitido nos casos em que for comprovado que as ações de manejo ecológico não tenham gerado o resultado esperado para evitar acidentes.

A Lei 12.725, de 16 de outubro de 2012, prevê ainda a observância do Plano de Manejo da Fauna em Aeródromos, que detalhas as intervenções necessárias no meio ambiente ou diretamente nas populações de espécies da fauna para reduzir o risco de colisões com aeronaves e do Programa Nacional de Gerenciamento do Risco da Fauna, que estabelece objetivos e metas para aprimorar a segurança operacional.

sexta-feira, outubro 05, 2012

Manual do Eleitor

Roubei esta do Blog do Tas, muito boa. Vale conferir o vídeo.


quinta-feira, outubro 04, 2012

Paralisação da Alpa volta ao noticiário internacional




Reuters repercute 
desinteresse da Vale
e do governo pela 
siderúrgica




Uma das principais agências de notícias do mundo, a Reuters divulgou por meio do seu escritório brasileiro, no último final de semana, reportagem dando conta da paralisação das obras da Alpa (Aços Laminados do Pará), em Marabá. A repórter Sabrina Lorenzi faz uma abordagem completa do caso, embora não apresente novidades, além das já publicadas pelo CORREIO DO TOCANTINS ainda no primeiro semestre do ano, quando a própria Vale, dona do projeto, admitiu que só retomaria as obras com o início da derrocagem do pedral do Lourenção, no Rio Tocantins.

O jornal Estado de São Paulo foi um dos que publicou a matéria no sábado (28/9), com o título: “Vale suspende construção de siderúrgica em meio a impasse com governo”. A Reportagem afirma que a construção da siderúrgica patina entre um impasse da mineradora com o governo brasileiro e a necessidade de a empresa postergar investimentos fora de suas áreas de prioridade por conta da crise. As fontes seriam autoridades de uma pessoa com conhecimento direto das decisões da companhia. 

A estagnação do projeto começou na virada do governo Lula, grande padrinho da construção de cinco siderúrgicas pela Vale, para o governo Dilma Rousseff, quando a derrocagem que faz parte do plano da Hidrovia Tocantins-Araguaia, simplesmente sumiu do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual define as prioridades do governo. 

Empresários e políticos, impulsionados pela opinião pública, pressionaram o governo federal na metade deste ano e receberam a promessa de que a derrocagem seria agilizada, porém a hidrovia não voltou a constar no TAC. Em entrevista ao CORREIO DO TOCANTINS, o diretor de Siderurgia da Vale, Aristides Coberline, declarou que a mineradora não desistiria do projeto, mas assumiu que a construção está paralisada até que a navegabilidade do Rio Tocantins seja retomada.

FONTES
Além das fontes não reveladas, a Reuters entrevistou o atual secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Pará, David Leal, assim como o secretário Municipal de Indústria e Comércio, João Tatagiba, ambos falando sobre o estágio atual da obra da Alpa, que não passou da terraplenagem.

A siderúrgica é um projeto que envolve investimento de 3,2 bilhões de dólares e capacidade anual de produção de 2,5 milhões de toneladas de placas de aço em Marabá. 

O impasse envolvendo o chamado Lote 11 da Gleba Quindangues, uma área particular onde é explorada água mineral, por outorga do DNPM, também é citado pela repórter, sem maiores detalhes. Ela lembra que a área está em disputa judicial, uma vez que o proprietário não aceitou os termos da avaliação feita pelo governo do Estado na desapropriação.

“Sobre a terraplenagem, a obra foi realizada até onde foi possível, com 85 por cento dela executada, devido ao impasse do lote 11”, responde a mineradora em resposta enviada à Reuters na sexta-feira. 

PROTOCOLO
Segundo David Leal, a diretoria da Vale pediu que o governo assinasse um protocolo de intenções se comprometendo com as obras da hidrovia.  De acordo com o secretário do Estado, a mineradora disse que, se o governo assinasse o documento, imediatamente retomaria as obras. 

O governo federal trabalha para destravar o impasse, mas não vai assinar o protocolo de intenções para a execução das obras da hidrovia como propôs a Vale, afirmou à Reuters uma fonte do governo, que preferiu ficar no anonimato. 

“A entrada da Vale na siderurgia foi um dos pontos de discórdia com o governo que culminaram com a saída de Roger Agnelli da presidência da mineradora. O governo no tempo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou a cobrar maior participação da mineradora no setor siderúrgico”, diz a reportagem. 

DIFÍCIL E CARA
A hidrovia Araguaia-Tocantins enfrenta problemas de navegabilidade, com necessidade de obras para retirada de pedras que impedem a travessia de embarcações num trecho de 43 quilômetros – uma obra cara e difícil. O projeto já estaria em estágio de licenciamento. 

A Vale contratou uma consultoria para realizar um segundo estudo de viabilidade técnica e econômica do empreendimento, o qual deve ser concluído em novembro. 

DESFAVORÁVEL
O problema da hidrovia é crucial, mas o cenário econômico desfavorável também acabaria atrasando de qualquer forma projetos de siderurgia da Vale, segundo uma fonte que acompanha as decisões da companhia e analistas de mercado. 

Diante do fraco desempenho do mercado de minério de ferro e aço, a Vale foi obrigada a rever seus investimentos e priorizar projetos mais importantes para evitar resultados financeiros ruins. 

De acordo com a fonte com conhecimento da situação, que pediu para não ser identificada, projetos de siderurgia não estão entre as prioridades da companhia e deveriam mesmo ficar para depois. 

Segundo o analista do Goldman Sachs, Marcelo Aguiar, os projetos de siderurgia que ainda não foram aprovados não devem passar pelo crivo dos conselheiros tão cedo. "A Vale não deverá aprovar nenhum novo projeto, irá tocar apenas os que já se iniciaram e os de minério de ferro", afirmou. (CORREIO DO TOCANTINS, com informações do Estadão)


Aziz Mutran é sepultado em Belém




Último dos filhos homens de Nagib e Alzira Mutran que ainda estava vivo, o empresário e pecuarista Aziz Mutran Neto faleceu no último domingo e teve o seu corpo sepultado na terça-feira (2), no Cemitério Recanto da Saudade, em Belém. Azizinho, como era tratado, estava internado há seis meses no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde que teve um AVC. Desde então, o seu quadro alternou melhora, com problemas em órgãos como os rins, até que no dia 30 de setembro ele faleceu. 

Aziz era pioneiro na comunicação radiofônica em Marabá, onde fundou há 25 anos a Rádio Itacaiúnas AM, empresa que hoje já não pertence à família. Nos últimos anos se dedicou à exportação de castanha, um ramo que sempre foi explorado pelos Mutran. Ele também foi deputado estadual por dois mandatos, pelo antigo partido PDS.

Aziz, nascido em 1929, também era o único irmão homem ainda vivo, dos descendentes de Nagib Mutran, ex-prefeito de Marabá. Antes dele, faleceram Guido Mutran, em novembro de 2010 e Osvaldo Mutran, o Vavá, em maio deste ano, em Belém. Já Arlete, vive no Rio de Janeiro.

O falecido era casado com Maria de Nazaré Monteiro Mutran, a Nazir, e era pai de Regina, Sérgio e Mauro.

Estrada de Ferro Carajás sofre bloqueio indígena

A Vale informou nesta quarta-feira que as operações da Estrada de Ferro Carajás (EFC) estão paralisadas por conta de um bloqueio indígena, que ocorre desde terça-feira. Segundo nota enviada pela mineradora, o bloqueio se deve a protestos dos índios contra uma Portaria da Advocacia Geral da União (AGU). "Eles reivindicam direitos de salvaguarda de suas terras e as manifestações não têm relação direta com a Vale", disse a empresa. 

O bloqueio está ocorrendo entre os povoados maranhenses de Mineirinho e Auzilândia, no município de Alto Alegre do Pindaré. A Vale comunicou que a viagem do Trem de Passageiros com destino a São Luís será interrompida e os passageiros deverão desembarcar em Açailândia. Para que os passageiros cheguem ao destino final, a mineradora disponibilizará ônibus. 

"A Vale repudia quaisquer manifestações violentas que coloquem em risco seus empregados, passageiros, suas operações e que firam o Estado Democrático de Direito", afirmou a empresa, no comunicado. Ainda segundo a mineradora, estão sendo acionados "todos os meios legais para responsabilizar os invasores civil e criminalmente, já que obstruir ferrovia é crime".

terça-feira, setembro 25, 2012

Paraense Liah encanta e é selecionada no The Voice




A paraense Liah Soares mostrou todo o seu potencial ao se apresentar no The Voice Brasil, da Globo, no domingo (23). A bela cantou “As rosas não falam”, de Cartola e fez com que todos os técnicos apertassem o botão da cadeira, escolhendo a cantora para seus times: “Você canta divinamente, tem o comando profissional e é linda. O que é que tá faltando?”, disse Lulu Santos.
 
De forma descontraída, Claudia Leitte também defendeu sua vontade de ficar com a paraense no seu time: “Misturar é palavra de ordem para se chegar a algum. Se você quiser se misturar com a Bahia, me escolha”, brincou a cantora.

Liah aproveitou para agradecer a oportunidade e fazer sua escolha: “Sou muito grata a total liberdade artística que temos aqui”, disse. Sobre o time que ela deseja ficar, a cantora disparou: “Eu vou escolher o Daniel”. 

Pela TV, os familiares dela em São Domingos do Araguaia, a 53 quilômetros de Marabá, acompanharam tudo e torceram bastante, mas os pais dela, o fazendeiro Antônio Abidias Soares e Maria Soares estavam pessoalmente nos bastidores do palco, dando força para a filhona.

Confira o vídeo:


Candidatos trocam farpas e restringem propostas na TV


Asfalto, saneamento, saúde e habitação, tendo como pano de fundo o duelo entre o governo federal, nas mãos do PT e o governo estadual, com o PSDB, ambos sem candidaturas próprias em Marabá, mas apoiando candidatos, marcou o primeiro debate das eleições municipais para prefeito de Marabá. O encontro entre Cezar do Comércio (PRP), João Salame (PPS), Manoel Rodrigues (PSol), Maurino Magalhães (PR) e Tião Miranda (PTB) foi na noite de ontem (21), transmitido pela TV RBA (Bandeirantes). Não houve um bloco para perguntas por temas, o que fez com que os candidatos restringissem o debate a quatro áreas, na prática.

O debate estava previsto para duas horas de duração, conforme ratificado no início pelo mediador Marcelo Marques, o Bacana, porém, acabou durando apenas uma hora, dividido em quatro blocos. As ordens das perguntas estavam definidas em sorteio, com regras acordadas na presença dos representantes das coligações. O CORREIO DO TOCANTINS e outros veículos de comunicação tiveram acesso franqueado pela RBA aos bastidores.

No primeiro bloco, os candidatos foram questionados pelo mediador sobre o que fariam no primeiro dia de governo, caso eleitos. Manoel Rodrigues e Cezar do Comércio prometeram auditorias em todas as secretarias para saber a real situação da administração. 

Maurino, por seu turno, dentro do discurso de “humildade” que adotou na sua campanha, disse que seu primeiro ato seria consertar os próprios erros e emendou com a primeira alfinetada ao rival Tião Miranda, ao afirmar que seu maior erro foi ter mantido em cargos pessoas que foram do governo anterior.
Foi o próprio Tião o próximo a falar e este também não poupou o atual governo, indo direto ao maior gargalo da atual administração, a saúde pública. Prometeu, como primeiro ato, “arrumar a casa” na saúde, mutirão de limpeza pública e colocar salários em dia.

Salame falou em implantar equipes de saúde na família, implantar programa de saneamento e calçamento, além de despachar as unidades de saúde.

Ironias
Logo no segundo bloco, quando puderam escolher livremente a quem queriam dirigir suas perguntas, os candidatos tentaram usar de estratégia ao fazer os questionamentos e empregaram ironias durante as réplicas e tréplicas, deixando as propostas em segundo plano.

Tião fez pergunta a Salame sobre a promessa dos 500 km de asfalto na cidade e a partir daí, na resposta, réplica e tréplica, ambos criticaram aos governos do Estado e Federal. 

Salame fez pergunta a Maurino sobre o vale alimentação atrasado e este disse que nunca atrasou salários dos servidores. 

Maurino, por seu turno, mirou Tião e insistiu para que ele dissesse a fonte dos recursos da duplicação da Transamazônica e da orla, querendo que o adversário admitisse que eram obras federais geridas pelo município. O atual prefeito tentou ironizar a resposta do petebista, que respondeu no mesmo tom.

Esquecidos
Três temas sempre apontados como gargalos da administração municipal e alvos de reportagens e rotineiras queixas da população simplesmente foram esquecidos pelos candidatos em suas perguntas e respostas. O recolhimento e destinação do lixo, merenda escolar e o transporte público ficaram de fora das discussões.

Por outro lado, asfalto, saneamento e situação da saúde, sobretudo do Hospital Municipal, foram recorrentes e insistentes ao extremo. Isso ficou mais evidente ainda na fala do atual gestor, Maurino Magalhães, tentando, sem muito sucesso, estabelecer comparações entre o seu governo e o anterior. Salame esquivou-se do esperado, que destinasse o foco de suas perguntas a Tião Miranda, porém isso não aconteceu. Ele preferiu mirar Maurino e nas réplicas insistir nos temas que elegeu como mais populares.

Torcida
Maurino, Tião e Salame, como era de se esperar, levaram suas torcidas para acompanhar o debate do lado de fora da TV, onde estava instalado um telão. Os grupos dos dois primeiros estavam em maior número e fizeram muito barulho, principalmente quando os candidatos começavam a falar.
A Polícia Militar estava presente em peso no local, principalmente com policiais do Comando Tático e suas viaturas. Apesar das provocações de lado a lado, não houve registro de agressões físicas e nem foi necessária a intervenção da PM ou detenções.

Ao final, do lado de dentro, os candidatos se cumprimentaram de forma urbana, inclusive Tião e Maurino, que foram colocados lado a lado nos dispositivos. Eles concederam entrevistas e deixaram o local, logicamente festejados por seus aliados.

quinta-feira, setembro 20, 2012

Uepa afina detalhes para o curso de Medicina em Marabá

Sem muito alarde a Uepa (Universidade do Estado do Pará) vem se preparando para a efetivação do curso de Medicina em Marabá, o qual terá sua primeira turma em sala de aula já no segundo semestre de 2013.

Na última segunda-feira (17), no auditório do CRM, no Novo Horizonte, ocorreu uma reunião dos representantes da Uepa vindos de Belém com médicos locais convidados, todos eles candidatos a professores da instituição. Foram chamados os que já haviam apresentado currículos.

O suporte ao curso será garantido pela estrutura do Hospital Regional do Sudeste do Pará. As obras de ampliação em andamento do HRSP, inclusive, já contam com área para ensino e pesquisa, como extensão da Uepa.

A implantação do curso de Medicina aqui em Marabá é a grande sensação do vestibular deste ano da Universidade Estadual.  A estimativa é de que o vestibular rompa a casa dos 100 candidatos por vaga. São 40 em disputa.

sexta-feira, setembro 14, 2012

Shopping de Marabá entregará espaço aos lojistas em outubro



O primeiro grande shopping center da cidade, o Pátio Marabá, está com as obras dentro do cronograma e com 95% da área bruta locável (ABL) comercializada, sendo que os módulos serão entregues aos lojistas para a fase de acabamento no dia 20 de outubro, seis meses antes da inauguração. As informações foram confirmadas pelo presidente da Parkway, Maycon Gonçalves, aos membros do Conjove (Conselho de Jovens Empresários) da Acim em palestra exclusiva na última terça-feira (11).

O executivo foi convidado pelo empresariado para expor sobre como o comércio local pode se inserir no atual momento das obras do shopping, uma vez que os lojistas terão liberdade para montar suas lojas de forma personalizada e precisarão contratar montagem de estruturas metálicas, vidros, forros, vedações e serviços.

Maycon confirmou a data de inauguração divulgada anteriormente em reportagem do jornal CORREIO DO TOCANTINS, como 28 de março de 2013. Segundo ele, a intenção é que o empreendimento abra as portas na semana do aniversário de 100 anos de Marabá (4 de abril), um feriado que deverá marcar um enorme movimento naquele centro lojista. No próximo dia 20 de outubro, o Pátio promoverá um evento restrito, uma espécie de encontro de negócios, para entregar oficialmente os módulos aos lojistas, a partir de quando estes poderão iniciar a configuração das lojas seguindo um padrão mínimo indicado no caderno técnico e de acordo com as exigências de cada franquia.

O presidente da empreendedora Parkway confirmou ao Conjove que há muito espaço para negócios no comércio local neste momento, pois os lojistas estão livres para contratar serviços e comprar material nos fornecedores que forem mais convenientes. Ele destacou, no entanto, que o comércio terá de estar preparado para dar conta dessa demanda.

DADOS
A Parkway divulgou que está investindo R$ 220 milhões na construção do shopping Pátio Marabá, já os lojistas estão investindo outros R$ 60 milhões. Na fase de construção são 2 mil postos de trabalho, sendo que a mão de obra para funcionamento do shopping será de 1.500 a 1.800 empregos diretos, 250 deles só na administração.

São quatro pavimentos de lojas e três de estacionamento, este com 1.234 vagas em garagem coberta. São sete lojas âncora, seis mega, 164 satélites, 17 fast foods, dois restaurantes, cinco salas de cinema e 12 quiosques. As duas torres do projeto, uma delas de hotel, serão inauguradas apenas em novembro de 2013.

COMÉRCIO
Vice-presidente do Conjove, Caetano Reis comemorou a presença de Maycon Gonçalves à reunião do conselho, atendendo a um convite feito na semana anterior. Segundo ele, era fundamental que os membros daquela entidade e da Acim tivessem acesso a essas informações, para abrir o leque de oportunidades de negócio no atual momento do shopping.

Audiência pública

O Conselho Curador da EBC (Empresa Brasil de Comunicação) realiza nesta sexta-feira, dia 14 de setembro, audiência pública em Marabá. A audiência, organizada em parceria com a Ouvidoria da EBC, é voltada a receber contribuições sobre o tema “A Rádio Nacional da Amazônia e a Comunicação Pública na região Norte”. A atividade ocorre das 9 às 13 horas na Câmara de Vereadores, na Agrópolis do Incra, Cidade Nova.

A audiência pública em Marabá foi programada a partir de uma sugestão da Ouvidoria no sentido de o Conselho Curador organizar esse tipo de atividade também fora do eixo Brasília-Sudeste. A consulta em Marabá terá como objetivo receber contribuições dos cidadãos, entidades, usuários e parceiros sobre o tema em debate, de modo a trazer subsídios ao Conselho Curador, Ouvidoria e à empresa como um todo sobre as questões colocadas em discussão.

No total, a previsão é de que sejam apresentadas em Marabá até 30 contribuições. Dessas, haverá a manifestação de até 15 pessoas pré-inscritas na audiência, além de estar prevista a participação de também até 15 pessoas que tenham se inscrito no início das atividades.

Estão presentes à audiência quatro integrantes do Conselho Curador: a presidente, Ana Fleck, as conselheiras Ima Vieira e Sueli Navarro e o conselheiro Paulo Ramos Derengoski.

Oficina de Texto

O Núcleo de Capacitação e Apoio Profissional da Faculdade Metropolitana de Marabá está com inscrições abertas para uma Oficina de Texto com a professora especialista Alice Nina Laranja. O investimento é de R$ 70 e a carga horária de 20 horas, com aulas sextas e sábados, a partir de 28 de setembro.

O conteúdo programático compreende: Linguagem Oral e Escrita, Texto e Unidade de Sentido, Elementos Estruturais de Texto, Partes do Texto e Compreensão do Texto, Fato, Opinião e Tipos de Discurso, Tipos de Texto, Texto Argumentativo e Textos Não-Verbais, Humorísticos e Irônicos.